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domingo, março 22, 2026

US$200 mi em jogo: Anthropic peita Pentágono e sacode IA

US$200 mi em jogo: Anthropic peita Pentágono e sacode IA

WASHINGTON, EUA – Na última semana, a Anthropic bateu de frente com o Pentágono ao negar acesso irrestrito ao seu modelo Claude, mesmo após assinar um contrato de US$ 200 milhões em 2025. A recusa abriu crise diplomática-tecnológica que pode redefinir o uso de inteligência artificial em operações militares.

  • Em resumo: startup manteve “linhas vermelhas” contra vigilância em massa e armas totalmente autônomas.

Por que a disputa explodiu agora

A tensão ganhou corpo depois que fontes do Wall Street Journal revelaram que o Claude ajudou a processar dados na captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Temendo um “botão de desligar” em futuras missões, o Departamento de Defesa exigiu uso “para todos os fins lícitos”.

Ao rejeitar o pedido, a Anthropic foi rotulada como “risco para a cadeia de suprimentos” — classificação antes reservada a rivais estrangeiras como Huawei. Segundo especialistas da Universidade de Oxford, o caso “expõe lacunas históricas de governança” na integração de IA a conflitos armados, reforçando alertas recentes da ONU sobre armas autônomas.

“Não existem adultos em uma sala resolvendo tudo. A responsabilidade é sua”, resumiu Logan Graham, líder da equipe de segurança da Anthropic.

Impacto global e efeito dominó

Sem consenso jurídico internacional, “uso lícito” passa a significar o que cada Estado definir. O vácuo preocupa porque drones já respondem por até 80% das baixas na guerra da Ucrânia, segundo inteligência europeia. O general Stanley McChrystal lembra que a IA encurta de minutos para segundos o ciclo “ver, decidir, eliminar”.

O bloqueio do contrato levou o Pentágono a fechar acordo relâmpago com a OpenAI. Paradoxalmente, o app Claude superou o ChatGPT na App Store no dia seguinte, registrando mais de 1 milhão de novos usuários diários. Coalizões de funcionários da Amazon, Google e Microsoft publicaram cartas pedindo que suas empresas adotem limites éticos semelhantes.

E você? A tecnologia deve obedecer barreiras morais mesmo em cenário de guerra? Para mais análises sobre conflitos e inovação, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images | Matéria exibida pela Band

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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