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Hacker drena R$ 100 mi do BTG e trava Pix dos clientes
São Paulo/SP – Um ataque cibernético identificou uma brecha nas rotas de liquidação do Pix e desviou cerca de R$ 100 milhões do BTG Pactual na manhã de domingo, 22 de março. O banco suspendeu todas as transferências instantâneas enquanto corre para recuperar até R$ 40 milhões que ainda estão fora dos cofres.
- Em resumo: falha pontual no BTG não afetou o sistema do Banco Central, mas tirou do ar o Pix para milhões de correntistas.
Como o golpe quebrou a blindagem do banco
A invasão explorou uma vulnerabilidade nos módulos que conciliam ordens de pagamento, segundo a área técnica do Banco Central. Em nota, a autoridade monetária classificou o caso como “problema localizado”, reforçando que a infraestrutura oficial do Pix permanece íntegra.
Especialistas explicam que a arquitetura aberta do Pix exige múltiplas camadas de criptografia. Quando um elo falha, os hackers conseguem redirecionar ordens de débito quase em tempo real.
“Não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados”, afirmou o BTG, anunciando atendimento reforçado em todos os canais.
Por que isso importa para o seu bolso
O Brasil registra mais de 5,4 bilhões de transações Pix por mês e já ultrapassa 149 milhões de chaves ativas. Um único banco movimentou R$ 100 milhões em minutos, volume suficiente para pagar a folha anual de 4 mil microempresas.
Casos semelhantes ganharam o noticiário em 2023, quando a Federação Brasileira de Bancos estimou prejuízo superior a R$ 2 bilhões em fraudes digitais. Desde então, o Banco Central impôs limites noturnos e bloqueio cautelar de 72 horas, mas o atual incidente mostra que brechas internas ainda são um calcanhar de Aquiles.

Advogados lembram que a Lei 12.965/14 coloca a responsabilidade pela guarda de dados nas instituições. Clientes, porém, podem exigir ressarcimento somente se houver reflexo direto em suas contas, o que não ocorreu até o momento.
E você, se sentiria seguro retomando o Pix agora? Acompanhe desdobramentos e outras análises em nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG
