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segunda-feira, março 23, 2026

IEA cogita liberar mais 400 mi de barris e acende alerta mundial

IEA cogita liberar mais 400 mi de barris e acende alerta mundial

Canberra, Austrália – Em meio ao agravamento da guerra no Irã e à disparada dos combustíveis, a Agência Internacional de Energia (IEA) admitiu, nesta segunda-feira (23), que pode autorizar outra liberação maciça de petróleo dos estoques estratégicos – potencialmente mais 400 milhões de barris – para evitar um choque de oferta e frear a inflação global.

  • Em resumo: Nova injeção de barris pode repetir a maior retirada da história, ocorrida há poucas semanas.

Por que a medida volta à mesa

Segundo a IEA, o estreitamento das rotas no Estreito de Ormuz e o risco de sanções adicionais reduziram a oferta em cerca de 3% do consumo diário mundial, de acordo com dados oficiais da agência. A entidade teme que novos ataques elevem ainda mais o prêmio de risco nos contratos futuros.

Em março, o bloco de 31 países-membros já havia feito a maior liberação conjunta da história – movimento comparável apenas às ações durante a Guerra do Golfo (1991) e a Primavera Árabe (2011).

“Vamos observar as condições e agir novamente se necessário”, afirmou o diretor-executivo Fatih Birol, reforçando que não há preço-gatilho definido.

Impacto direto: bomba de gasolina e inflação

No Brasil, cada variação de 1 dólar no barril do Brent costuma refletir em até R$ 0,05 no preço médio da gasolina, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis. Se o Brent voltar ao patamar de US$ 120, o reajuste poderia encarecer o litro em quase R$ 1, pressionando o índice de preços ao consumidor.

Além da bomba, setores como aviação e transporte marítimo sentem imediatamente o repasse. O Banco Central alerta que choques prolongados no petróleo explicaram 18% da inflação global de 2025, a maior fatia desde 2008.

O que você acha? Uma nova liberação de estoques é solução ou paliativo? Para acompanhar outras atualizações internacionais, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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