Herdeiros podem perder até R$2,8 mil do PIS/Pasep antigo
Brasília/DF – Milhares de brasileiros correm contra o relógio para resgatar cotas esquecidas do antigo fundo PIS/Pasep, criado para trabalhadores entre 1971 e 1988. O prazo final é setembro de 2028 e, em caso de morte do titular, os herdeiros têm o mesmo direito ao saque.
- Em resumo: cada cotista tem, em média, R$ 2,8 mil corrigidos pela inflação e a família pode sacar se apresentar a documentação correta.
Quem tem direito e quais documentos
O ressarcimento pode ser solicitado no aplicativo do FGTS ou em qualquer agência da Caixa. Para os herdeiros, a Caixa exige um dos três comprovantes de dependência: certidão do INSS, declaração do órgão pagador da pensão ou autorização judicial/escritura pública assinada por todos os sucessores.
Quando o pedido é feito até 31 de março, o valor cai em conta já em 27 de abril. Quem perdeu essa janela entra nos próximos lotes mensais divulgados pela Fazenda. O calendário completo está no portal de dados do Banco Central, que monitora a movimentação desses recursos públicos.
“Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.”
Por que o tempo está contra você
Em 2020, as cotas não retiradas migraram do PIS/Pasep para o FGTS e, desde 2023, estão em uma conta única do Tesouro. A lei é clara: após o prazo-limite, o dinheiro reforça o caixa da União e não volta mais para o cidadão.

Segundo o Ministério da Fazenda, mais de R$ 25 bilhões ainda aguardam ressarcimento. Para efeito de comparação, o montante supera o orçamento anual de vários estados brasileiros. Especialistas alertam: deixar o valor parado equivale a perder cerca de 4% ao ano em rendimentos que poderiam ser obtidos em aplicações de baixo risco, segundo a média da poupança divulgada pelo Banco Central.
O que você acha? Você ou alguém da sua família já consultou o saldo do fundo antigo? Para mais orientações sobre direitos financeiros, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
