PRF invade casa e mata comandante da Guarda com 5 tiros
VITÓRIA/ES – Na madrugada de 23 de março, a comandante da Guarda Civil Municipal, Dayse Barbosa Mattos, 38, foi assassinada com cinco disparos na cabeça pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que se suicidou em seguida. A vítima dormia quando teve a porta de casa arrombada. Ela deixa uma filha de sete anos.
- Em resumo: agente da PRF escalou a marquise, quebrou a porta e executou a namorada que tentava romper o relacionamento.
Como o crime foi premeditado
Segundo a Polícia Civil, Diego levou escada, ferramentas e arma para garantir acesso silencioso ao quarto. O delegado Fabrício Dutra detalhou que o alvo “não teve qualquer chance de reação”.
Relatos familiares indicam histórico de agressões jamais formalizado. O pai de Dayse lembra ter separado o casal após tentativa de enforcamento.
“Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio”, afirmou o delegado Fabrício Dutra.
Violência de gênero entre agentes da lei
Embora ocupasse posto de chefia na guarda municipal, Dayse tornou-se parte da estatística de dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que apontam 1.437 feminicídios no país em 2023 — média de uma mulher morta a cada seis horas.

A lei 13.104/2015, que tipifica o feminicídio, prevê penas de 12 a 30 anos, mas não impede que o agressor tenha acesso a armas de fogo, fator presente em 63% desses crimes, segundo o FBSP. O episódio reacende o debate sobre exames psicológicos periódicos em agentes armados.
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