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terça-feira, março 24, 2026

Gravação de Alceu Valença esquecida vira filme-evento 50 anos depois

Gravação de Alceu Valença esquecida vira filme-evento 50 anos depois

Rio de Janeiro (RJ) – Meio século após incendiar o palco do Teatro Tereza Rachel, a vibração elétrica do álbum “Vivo!” (1976), de Alceu Valença, ganha novas cores no documentário “Vivo 76”, atração de abertura do festival É Tudo Verdade, entre 9 e 19 de abril.

  • Em resumo: Filme revive show de 1975 que consolidou o diálogo entre rock psicodélico e ritmos nordestinos.

Por que o show virou lenda?

Gravado em 7 de setembro de 1975 e lançado em março do ano seguinte, “Vivo!” reuniu oito composições autorais de Alceu – entre elas “Papagaio do futuro” e “Punhal de prata” – sob produção de Guto Graça Mello. A mistura de aboios, emboladas e guitarras distorcidas soou tão inovadora que críticos o colocam lado a lado de marcos como “Refazenda”, de Gilberto Gil.

Segundo levantamento do IBGE, Pernambuco, berço de Alceu, viu sua população urbana saltar 30% nos anos 1970, década em que migrações e novas sonoridades nordestinas invadiram o eixo Rio-São Paulo — contexto que ajuda a explicar o impacto do disco.

“Vivo! vem desafiando muito bem a embolada do tempo e, 50 anos depois, o álbum de Alceu Valença é coisa de cinema.”

Da ideia ao filme: bastidores de “Vivo 76”

Os diretores Cláudio Assis e Lírio Ferreira pensam o projeto desde 2016, quando o cantor completou 70 anos. Ao revisitar fitas, fotos de Mario Luiz Thompson e depoimentos, a dupla percebeu que o recorte do álbum ao vivo bastava para contar a gênese de uma obra universal.

Agora, Alceu percorre o país com a turnê “80 girassóis”, enquanto o documentário corre festivais. A convergência entre passado analógico e presente digital pode impulsionar a redescoberta do disco em plataformas de streaming, onde clássicos dos anos 1970 já acumulam até 40% de seus plays entre ouvintes com menos de 30 anos, de acordo com relatórios recentes do mercado fonográfico.

O que você acha? “Vivo!” continua relevante para as novas gerações ou virou peça de colecionador? Para mais histórias que conectam música e memória, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Mario Luiz Thompson

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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