- Líder de terreiro preso: “purificação” escondia série de abusos em Fortaleza
- Rede ICC lança 70 vagas e agita mercado de saúde em Fortaleza
- PIB cearense salta 2,87% em 2025 e supera Bahia, SP e MG
- Fundador da GDE cai em blitz com RG falso e 2 mandados
- Chefe de facção que ordenou morte de secretário cearense se esconde no RJ
TCU trava investigação e cogita abrir sigilo sobre ação do BC no caso Master
BRASÍLIA – O Tribunal de Contas da União suspendeu, nesta terça-feira (24), a análise sobre a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master e abriu caminho para que parte do processo deixe de ser secreta, alterando o rumo de uma das disputas mais sensíveis do sistema financeiro brasileiro.
- Em resumo: ministro Jhonatan de Jesus parou o julgamento até receber novas provas e pediu revisão do grau de sigilo dos autos.
O que está em jogo no TCU?
No despacho, Jhonatan de Jesus justificou que decidir agora traria um “grau de completude inferior ao desejável”. Ele quer juntar à pasta a sindicância interna do BC, o processo da Controladoria-Geral da União e investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Segundo o Banco Central, liquidações extrajudiciais, como a do Master, seguem a Lei 6.024/1974, que autoriza intervenção imediata diante de risco à solvência.
O corpo técnico do TCU já concluiu que não houve “impropriedades, omissões ou negligências” da autoridade monetária. Mesmo assim, o relator insiste em aguardar os novos documentos antes de levar o caso ao plenário.
“Há perspectiva concreta de surgimento de elementos oficiais aptos a qualificar o juízo definitivo”, escreveu o ministro no despacho.
Por que o sigilo preocupa o mercado?
O processo ficou sob sigilo desde dezembro de 2025, quando o relator questionou possível “precipitação” do BC ao decretar a liquidação em novembro do mesmo ano. A quebra parcial de confidencialidade, se confirmada, poderá expor argumentos técnicos, critérios de governança e eventuais indícios de crimes financeiros atribuídos aos controladores do banco de Daniel Vorcaro.
Para analistas, a transparência tende a reduzir incertezas. Dados da Federação Brasileira de Bancos mostram que, entre 2014 e 2024, 18 instituições entraram em regime de liquidação; em 78 % dos casos, houve questionamentos judiciais sobre rapidez ou falta de informação.

Especialistas lembram ainda que decisões do TCU têm impacto direto sobre a credibilidade do BC, autarquia responsável por R$ 13 trilhões em ativos supervisionados. Se o plenário confirmar a inexistência de falhas, reforçará o modelo de intervenção rígida previsto na resolução 4.502/2016 do Conselho Monetário Nacional.
O que você acha? A abertura de sigilo pode fortalecer a confiança no sistema ou expõe o BC a novos riscos? Para acompanhar outros desdobramentos da economia, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
