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quarta-feira, março 25, 2026

Após desvio de R$100 mi, BC cria trava anti-fraude instantânea

Após desvio de R$100 mi, BC cria trava anti-fraude instantânea

BRASÍLIA – Em meio ao aumento de golpes digitais, o Banco Central anunciou, na última terça-feira (24), um pacote de proteções que permite a bancos bloquear automaticamente a Conta de Pagamentos Instantâneos (PI) sempre que houver sinal de fraude ou saldo crítico. A medida quer blindar o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) – base do Pix – logo após o mercado ser sacudido pelo roubo de R$ 100 milhões ao BTG Pactual no fim de semana.

  • Em resumo: instituições poderão definir saldo mínimo e travar a conta no ato, evitando novos débitos suspeitos.

Como funcionará a nova trava

A partir da atualização, cada participante direto do SPI poderá estipular um “piso operacional”. Ao atingir esse limite, a Conta PI recusa novas ordens de pagamento e, se a instituição optar, o acesso à liquidação é congelado até desbloqueio manual. O objetivo, segundo o Banco Central, é cortar o rastro de prejuízos em segundos – exatamente a velocidade que tornou o Pix atraente para criminosos.

Outra frente é um canal alternativo de consulta ao extrato da Conta PI fora da RSFN. Assim, mesmo que hackers derrubem sistemas internos, o banco mantém visibilidade sobre movimentações suspeitas e age antes que o dinheiro suma de vez.

“O aprimoramento reforça a segurança das instituições participantes, protege recursos mantidos no BC e fortalece a confiança no ambiente de pagamentos instantâneos”, pontuou a autarquia.

Fraudes em alta e impacto para o correntista

Relatório de 2023 da Febraban indica crescimento de 70 % nas tentativas de golpe financeiro no país, impulsionadas por engenharia social via redes sociais e roubo de credenciais. No mesmo período, o Pix movimentou R$ 16,2 trilhões, o que explica a corrida por blindagem regulatória.

Para o usuário final, nada muda na experiência: transferências seguem instantâneas e sem tarifa. O ganho está nos bastidores – se a fraude drenar liquidez de um banco, o novo piso impede que o efeito cascata paralise toda a rede de pagamentos, preservando a liquidação de outras instituições.

O que você acha? Medidas técnicas bastam ou é preciso endurecer penalidades contra fraudadores? Para acompanhar outras mudanças no setor, visite nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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