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Produtor cava poço e encontra líquido preto; frustração no CE
TABULEIRO DO NORTE/CE – O que era para ser a solução da seca virou um problema sem nome: ao perfurar um poço em novembro de 2024, o produtor Sidrônio de Almeida viu jorrar um líquido preto que pode ser petróleo, mas não serve para matar a sede dos animais.
- Em resumo: Poço custou caro, rendeu óleo em vez de água e traz risco de contaminação.
Da esperança à incerteza: o que saiu do solo?
O líquido ainda passa por análises no Instituto Federal do Ceará, mas, visualmente, lembra petróleo bruto. A chateação do agricultor tem explicação: cada metro perfurado custou dinheiro que já fazia falta na propriedade, onde a adutora municipal entrega cada vez menos água.
Segundo o IBGE, mais de 35% dos domicílios rurais cearenses não são atendidos por rede geral de abastecimento, reforçando a corrida por poços artesianos em regiões como o Vale do Jaguaribe.
“Meus bichos não bebem óleo, bebem é água. Minha alegria era água”, lamentou Sidrônio.
Se for petróleo, quem lucra?
Mesmo que os testes confirmem a origem petrolífera, o produtor não deve enriquecer. Pela Constituição, recursos minerais pertencem à União; o dono do terreno recebe apenas participação nos lucros da operação, caso haja exploração comercial. Para alguns especialistas, esse repasse raramente compensa o impacto ambiental local.

Além da decepção financeira, a família teme que o fluido escuro infiltre-se nas culturas de milho e feijão. O filho, Sidnei Moreira, já cogita vedar o poço até que laudos definitivos cheguem.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
