Fraude no azeite Royal: Anvisa bane lote ainda à venda
Updated: 31/03/2026 – Matéria atualizada para incluir posicionamento da empresa citada.
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento imediato do lote 255001 do azeite extravirgem Royal, após exames oficiais confirmarem a presença de outros óleos vegetais, esvaziando a confiança do consumidor e acendendo novo alerta sobre fraudes alimentares no país.
- Em resumo: Lote adulterado seguia no mercado mesmo depois de notificação anterior do governo.
Como a fraude foi descoberta
Análises encomendadas pelo Ministério da Agricultura detectaram “incompatibilidade com os padrões de identidade e qualidade” exigidos para azeite extravirgem. A partir daí, a Anvisa publicou a resolução no Diário Oficial, proibindo comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.
Casos assim não são raros: em 2023, o Mapa identificou irregularidades em 64 marcas de azeite, reforçando a necessidade de checar rótulos e certificados antes da compra, segundo dados compilados pelo órgão e divulgados via Procon-CE.
O laudo oficial apontou “incompatibilidade com os padrões de identidade e qualidade” após confirmar a mistura de óleos vegetais.
Riscos nutricionais e o que fazer se você comprou
A adulteração reduz o teor de gorduras monoinsaturadas e antioxidantes — pontos-chave do azeite extravirgem — e pode implicar infração sanitária grave. Quem possui embalagem do lote 255001 deve interromper o consumo, conferir o número na garrafa e exigir troca ou ressarcimento no ponto de venda.

Especialistas lembram que a prática é tipificada no artigo 7º da Lei 8.137/90, que prevê detenção de dois a cinco anos para fraudes em alimentos. A vigilância constante tem mostrado resultados: desde 2019, operações conjuntas retiraram mais de 1,7 milhão de litros de azeite falsificado das prateleiras brasileiras.
Posicionamento da importadora citada
Em nota enviada ao C4 Notícias, a empresa T. Globo Importação e Exportação Ltda. informou que atuou exclusivamente como prestadora de serviços de importação na modalidade “importação por encomenda”, conforme regulamentação da Receita Federal.
Segundo a empresa, nesse modelo o cliente encomendante é responsável pela definição do fornecedor, especificações técnicas, qualidade do produto e sua distribuição no mercado brasileiro.
A trading declarou que realizou a importação do azeite da marca Royal entre 2024 e 2025 por solicitação do Armazém Mateus S.A., empresa responsável pela comercialização do produto no país.
A empresa afirmou ainda que não possui responsabilidade sobre a composição, qualidade ou distribuição do produto, permanecendo à disposição das autoridades e colaborando com as medidas cabíveis relacionadas ao caso.
O que você acha? Medidas como essa são suficientes para proteger o consumidor? Para acompanhar outras ações de fiscalização, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / MAPA
