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Petróleo despenca 4% e Brent vai a US$ 95 após trégua EUA-Irã
LONDRES – Na manhã desta quarta-feira (25), às 9h23, o barril do Brent recuava 4,36%, para US$ 95,86, depois que Washington sinalizou um possível cessar-fogo de um mês com Teerã. O movimento pôs fim, ao menos temporariamente, à escalada que já fazia muitos analistas preverem cenários de recessão global.
- Em resumo: Rumor de trégua no Golfo tirou quase US$ 4 do preço do barril em poucas horas.
Entenda a dinâmica por trás da queda relâmpago
Segundo a Reuters, os Estados Unidos enviaram um plano com 15 pontos ao Irã, na tentativa de conter a crise no Estreito de Ormuz, rota por onde trafega 20% do petróleo mundial. Ainda que Teerã negue qualquer negociação direta, a simples expectativa de fluxo normalizado foi suficiente para acionar ordens de venda em todo o mercado futuro.
Historicamente, dados do Banco Central mostram que choques de oferta no Golfo Pérsico costumam adicionar até 2 pontos percentuais à inflação global nos três primeiros meses pós-evento. A reversão desse efeito, portanto, é vista como alívio imediato para países fortemente dependentes de energia importada, caso da Itália, que viu seus títulos de 10 anos recuarem 12 pontos-base nesta sessão.
“Se a tensão voltar, o Brent pode tocar US$ 150 e empurrar o mundo para a recessão”, alertou Larry Fink, CEO da BlackRock.
Risco ainda no radar: Hormuz continua parcialmente fechado
Apesar do respiro, navios-tanque seguem operando em comboios militares no Estreito de Ormuz, indicando que o risco de interrupção do fornecimento persiste. O conflito já matou milhares de civis e expôs a fragilidade de uma das artérias energéticas mais estratégicas do planeta.
Para além das manchetes, especialistas lembram que a última vez que o Brent caiu mais de 4% em um único pregão — em abril de 2024, após a OPEP sinalizar aumento de produção — a recuperação foi rápida, devolvendo todo o ganho em menos de duas semanas. Ou seja, a volatilidade deve permanecer até que alguma confirmação oficial seja divulgada por Washington ou Teerã.
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Crédito da imagem: Divulgação
