R$ 39 bi já pagos, mas 68 mil ignoram resgate no FGC
Brasília – Semanas após o início dos pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aos clientes do conglomerado Banco Master, cerca de 68 mil investidores ainda não deram entrada no pedido de reembolso, mesmo com R$ 39,2 bilhões já depositados a outros credores.
- Em resumo: quem não acionar o FGC até 2031 perde o direito a valores que podem chegar a R$ 250 mil por aplicação.
Entenda o que está em jogo
Segundo o próprio FGC, 692 mil credores – 89% do total – já foram pagos. O fundo cobre até R$ 250 mil por instituição e possui teto global de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ a cada quatro anos, regra detalhada pelo Banco Central.
O relógio, porém, corre: o prazo legal é de cinco anos contados do início dos pagamentos. No caso do Master, o limite final cai em março de 2031; depois disso, o dinheiro volta para o fundo.
“São valores garantidos por lei. Basta o investidor confirmar os dados e indicar uma conta de mesma titularidade”, reforça nota do FGC.
Por que tanta gente ainda não pediu?
A falta de informação é o principal motivo. Muitos correntistas não acompanham comunicados de liquidação ou sequer lembram onde aplicaram recursos. Há ainda herdeiros que desconhecem o valor deixado pelo parente falecido; nesses casos, o processo migra para inventariante ou espólio e exige envio de documentos diretamente ao FGC.
O fundo recomenda baixar seu aplicativo oficial, fazer o cadastro com CPF e ativar as notificações. O sistema cruza as bases enviadas pelo liquidante e, se houver saldo, o botão “Solicitar Garantia” é liberado. Pessoas jurídicas devem usar o Portal do Investidor.

E se eu ultrapassar o limite de R$ 250 mil?
Qualquer quantia acima do teto entra na fila da massa falida como crédito quirografário, sem garantia de recebimento. Para dimensionar o risco, levantamento do Instituto Febraban mostra que apenas 3% dos processos de liquidação conseguem reembolsar integralmente credores quirografários.
Além do caso Master, o FGC já desembolsou R$ 2,5 bilhões a correntistas do Banco Pleno (49% dos clientes) e projeta R$ 6,3 bilhões para o Will Bank, onde pagamentos de até R$ 1 mil começaram pelo app da própria instituição.
O que você acha? A medida do FGC é suficiente para proteger investidores distraídos ou mal informados? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Finanças.
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