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Diesel caro põe Dario Durigan sob pressão: subsídio de R$1,20
Brasília/DF – Recém-escolhido para o comando da Fazenda, Dario Durigan estreia diante de um triplo fogo cruzado: petróleo em alta pela guerra no Oriente Médio, contas públicas apertadas e a corrida eleitoral que já contamina o Congresso.
- Em resumo: Durigan sinaliza subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel para evitar novo surto inflacionário.
Diesel pressiona inflação; governo acena com alívio imediato
Com cerca de 30% do diesel consumido no país vindo do exterior, qualquer disparada do barril chega rápido às bombas e ameaça a meta de inflação do Banco Central. Para blindar o IPCA, a proposta em estudo prevê que União e estados dividam a conta do subsídio até maio, período crítico para a logística do agronegócio.
Segundo técnicos, cada R$ 0,10 bancado pelo Tesouro adiciona aproximadamente R$ 1,3 bilhão à despesa anual – verbas que precisam caber no teto de crescimento real de 2,5%.
“A prioridade é previsibilidade. O mercado não reage bem a mudanças abruptas, então o foco precisa estar na continuidade das diretrizes fiscais e na clareza da execução”, avalia Raphael Costa, especialista em gestão empresarial.
Armadilhas fiscais e capital político limitado
Durigan assume um arcabouço já questionado: estudos do Ipea indicam que 80% do esforço de ajuste em 2024 depende de alta de receitas, fórmula difícil de repetir depois de 2026. Ao mesmo tempo, o Banco Central projeta PIB de 1,9% e corte gradual da Selic, cenário que exige disciplina para não reverter a tendência.

Dentro do Congresso, a proximidade do recesso branco reduz o apetite por temas sensíveis como o “imposto do pecado” e a PEC do 6×1. Analistas veem o ministro mais como zelador das contas do que como articulador de reformas estruturais, papel que pode ficar para 2027 — seja qual for o governo eleito.
O que você acha? O subsídio ao diesel é um remédio eficaz ou apenas empurra a conta para depois? Para mais análises de economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
