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COI impõe testes de sexagem e barra trans nos Jogos de 2028
Lausanne (Suíça) – Em um comunicado que reverbera em todas as federações esportivas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) definiu que somente “mulheres biológicas” poderão competir em provas femininas a partir dos Jogos de Los Angeles-2028, exigindo exames de saliva ou sangue para detectar o gene SRY.
- Em resumo: Gene SRY vira critério obrigatório; mulheres trans ficam restritas a categorias masculinas ou mistas.
Por que o COI cruzou essa linha?
A nova regra, apresentada como “baseada em ciência de alto nível”, ganhou força após consultas a 1,1 mil atletas e reuniões com especialistas em endocrinologia e medicina esportiva. De acordo com o site oficial do COI, a decisão pretende garantir “equidade competitiva e segurança”, sobretudo em modalidades de contato.
Na prática, qualquer competidora que não comprove a ausência do gene SRY será considerada inelegível para eventos femininos, ainda que tenha transicionado social ou legalmente.
“Até as menores margens podem decidir medalhas. Não seria justo permitir que homens biológicos disputem com mulheres”, afirmou Kirsty Coventry, presidente da Comissão de Atletas do COI.
Impacto imediato e dilemas jurídicos
Especialistas apontam que a medida pode desencadear contestações em tribunais de direitos humanos e pressionar federações nacionais a reverem suas políticas. Desde 2021, ao menos 14 países adotaram critérios de testosterona, mas nenhum havia exigido a identificação genética de forma tão ampla.

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal equipara transfobia a crime de racismo desde 2019. Juristas ouvidos pela imprensa ponderam que federações ligadas ao COI podem solicitar exceções, mas correm o risco de perder reconhecimento internacional. A Confederação Brasileira de Atletismo informou que avaliará a decisão “à luz da Constituição e das normas desportivas”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
