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China cobra EUA após 60 investigações e propõe aliança comercial
Camarões – Durante uma reunião da Organização Mundial do Comércio, na última quinta-feira (26), o ministro do Comércio Wang Wentao disse que a economia deve ser o “motor” do vínculo China-EUA e exigiu que Washington repense as investigações da Seção 301 que miram 60 mercados, inclusive o chinês.
- Em resumo: Pequim quer ampliar negócios, mas critica a ofensiva americana contra supostas práticas desleais.
A tensão por trás da proposta de cooperação
Segundo Wang, “competição prejudicial” deturpa cadeias produtivas e põe em risco US$ 575 bilhões movimentados anualmente entre as duas potências, de acordo com dados do Banco Central.
Do lado norte-americano, o representante comercial Jamieson Greer ouviu que qualquer avanço passa por “lidar adequadamente” com rivalidade e colaboração. A fala ecoa a Lei de Comércio dos EUA de 1974, cujo artigo 301 permite sobretaxas quando há indícios de coerção ou trabalho forçado.
“Devemos olhar para frente para uma relação econômica saudável e estável”, enfatizou Wang Wentao.
O que está em jogo para o comércio global
A Seção 301 já justificou tarifas de até 25 % sobre aço chinês entre 2018 e 2020. Agora, a nova rodada inclui setores como baterias elétricas e semicondutores, peças-chave para a transição energética.

Pequim teme que a escalada reduza investimentos estrangeiros: o fluxo de capital direto encolheu 8 % em 2023, enquanto o FMI projeta desaceleração mundial de 3,1 % neste ano. Especialistas lembram que cada US$ 1 bilhão exportado sustenta cerca de 6 000 postos de trabalho, número usado como termômetro político em anos eleitorais nos EUA.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
