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Thiago Elniño convoca 12 vozes em álbum-manifesto ‘Canjerê’
Volta Redonda (RJ) – Ao anunciar o lançamento de “Canjerê” para 15 de abril, o rapper Thiago Elniño aposta em um disco que mistura festa coletiva e denúncia contra a crescente intolerância religiosa, reunindo 12 artistas em 14 faixas.
- Em resumo: quarto álbum traz parcerias de peso e levanta a bandeira da liberdade de fé afro-brasileira.
Por que 12 convidados mudam o jogo
Da veterana Daúde à nova geração representada por Bixarte, Elniño cria uma roda sonora que ecoa o significado bantu da palavra “canjerê”: encontro. O rapper, que se declara “orgulhosamente macumbeiro”, costura vozes como a de Lazzo Matumbi e a presença póstuma de Marku Ribas, ampliando o alcance do manifesto.
O tema não é aleatório: segundo o Atlas da Violência 2023, denúncias de ataques a terreiros cresceram 45 % em cinco anos, reflexo de uma intolerância que Elniño combate com beats mais pop que os de seus trabalhos anteriores.
“Canjerê é a celebração dos nossos terreiros e a afirmação de que ninguém vai silenciar nossa fé”, resume o artista fluminense.
Contexto que dá voz ao combate
A produção musical de Matheus Padoca injeta elementos de samba-reggae, guitarrada e rap, enquanto parceiros como Sued Nunes (“Pode vir!”) e Tássia Reis (“A força do meu santo”) reforçam a mensagem de pertencimento.

Dados do IBGE indicam que 56 % da população brasileira se autodeclara preta ou parda; ainda assim, entidades civis registraram mais de 200 ocorrências de violência contra espaços de culto afro-brasileiro em 2023. Elniño responde a esse paradoxo com faixas como “Filhos de outro lugar”, na qual Lazzo Matumbi evoca ancestralidade e resistência.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sad Coxa
