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Diesel encarece 24% pós-guerra e põe frete em alerta
Brasília – Em pouco mais de 30 dias de conflito no Oriente Médio, o litro do diesel nos postos brasileiros saltou de R$ 6,03 para R$ 7,45, uma disparada de 23,55% que ameaça encarecer toda a cadeia logística do país, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
- Em resumo: mesmo com ICMS zerado, a bomba já cobra até R$ 9,35 pelo litro.
Por que o alívio não chega na bomba?
O barril do petróleo estabilizou em torno de US$ 106 na última semana, mas o repasse aos postos segue atrasado. Além disso, produtores e importadores ainda ajustam margens enquanto aguardam a subvenção de R$ 0,32 anunciada pelo governo.
Para conter o choque, o Planalto zerou PIS/Cofins sobre o diesel e elevou o imposto de exportação do óleo bruto. A equipe econômica calcula que, sem essas medidas, o preço médio superaria R$ 7,80 já em abril, mostram dados do Banco Central.
“O pico de R$ 9,35 em Porto Seguro (BA) evidencia que a concorrência regional está distorcida”, aponta relatório da ANP.
Efeito dominó: frete, inflação e prateleira
O diesel move cerca de 65% dos caminhões de carga do Brasil. Cada 10% de aumento no combustível eleva o custo do frete rodoviário em até 3,5%, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas (NTC).

Isso significa pressão extra sobre alimentos, material de construção e e-commerce, setores que já sentem alta na gasolina (R$ 6,78) e no etanol (R$ 4,72). Analistas veem risco de a inflação superar a meta de 3% se o combustível não recuar até o meio do ano.
O que você acha? O pacote do governo será suficiente para segurar os preços ou o consumidor ainda vai pagar a conta? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
