- Seringas de perda de peso clandestinas levam homem à prisão
- Golpe do advogado falso financiava facção; 5 presos
- Relatório da CPMI do INSS mira 216 indiciamentos e pode virar madrugada
- Chefão do Comando Vermelho é 1º preso pela nova Lei Antifacção
- Documento do TSE sela comando de Capitão Wagner na União Progressista-CE
90 minutos de evasiva: Fortaleza ignora cobranças em coletiva
Fortaleza/CE – Na última quarta-feira (27/3), uma entrevista coletiva de 1h30 com o CEO do Fortaleza Esporte Clube, Pedro Martins, e o presidente do Conselho da SAF, Bruno Cals, terminou em frustração: as perguntas sobre finanças, planejamento e transparência ficaram sem resposta direta, inflamando a cobrança de torcedores e conselheiros.
- Em resumo: Executivos falaram 90 minutos, mas driblaram temas sobre receitas, dívidas e metas da SAF.
Por que a coletiva irritou a torcida
Durante todo o encontro, questões centrais – como detalhes do balanço de 2023 e possíveis novas fontes de receita – foram contornadas com explicações genéricas. Em momento algum a dupla exibiu números ou documentos, apesar de o clube ter divulgado previamente que “abriria os livros”. Segundo o site oficial da CBF, a exigência de transparência financeira cresce entre clubes que aderem ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol.
Nas redes sociais, o sentimento de decepção se espalhou rapidamente. Hashtags pedindo “transparência já” alcançaram o topo dos assuntos mais comentados em menos de duas horas.
“Foi pior que uma derrota em campo. Eles nos prometeram transparência e entregaram rodeios”, disparou um sócio-torcedor em fórum oficial do clube.
A pressão sobre a SAF e o contexto nacional
O Fortaleza foi o primeiro representante do Nordeste a migrar para o modelo SAF, aprovado em 2023. A decisão ocorreu em um cenário em que, de acordo com levantamento da consultoria Sports Value, ao menos sete clubes da Série A já operam sob esse formato, buscando maior capacidade de investimento e governança.

Especialistas alertam, porém, que a Lei 14.193/21 obriga a publicação de demonstrações financeiras auditadas. O descumprimento pode acarretar multas de até 2% da receita bruta anual. A omissão dos executivos, portanto, acende um sinal amarelo não apenas para o torcedor, mas também para órgãos reguladores e potenciais investidores.
O que você acha? A diretoria do Fortaleza deve divulgar imediatamente os números completos da SAF? Para acompanhar outras análises do futebol cearense, acesse nossa editoria de Esporte.
Crédito da imagem: Divulgação
