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Vinil azul resgata álbum raro de Gracinha Leporace após 58 anos
RIO DE JANEIRO/RJ – Depois de quase seis décadas longe das prateleiras brasileiras, o único álbum solo de Gracinha Leporace volta às lojas em edição limitada de vinil azul claro, anunciada pela Universal Music. O relançamento quebra um hiato que transformou o disco, gravado em 1968, em peça de colecionador e revive uma fase essencial da bossa nova.
- Em resumo: Tiragem limitada devolve ao Brasil um LP considerado “fantasma” desde os anos 1970.
Por que o LP virou lenda entre os colecionadores
Lançado originalmente pela Philips sem repercussão comercial, o álbum caiu no esquecimento quando Gracinha se mudou para os Estados Unidos em 1970 para integrar – e depois se casar com – Sergio Mendes. Enquanto edições japonesas circulavam a preços altos, o mercado nacional permaneceu órfão da obra.
A nova prensagem mantém as 12 faixas originais, sete delas inéditas na época, todas arranjadas por Oscar Castro Neves. Entre os destaques estão “Última Batucada”, composta pelo pai da cantora, e releituras de clássicos como “Chega de Saudade”.
“Eu, você, nós dois / Já temos um passado, meu amor…”, canta Gracinha em meio à ebulição tropicalista de 1968.
Vinil em alta: movimento que explica o relançamento
O retorno se apoia no boom do vinil no país: apenas em 2023, as fábricas brasileiras produziram 1,7 milhão de unidades, quase o triplo de 2019, de acordo com dados do IBGE. A tendência impulsiona gravadoras a recuperar títulos raros para um público disposto a pagar mais por edições coloridas e numeradas.

Além do LP físico, a Universal liberou o álbum em streaming, ampliando o alcance para gerações que nunca tiveram contato com a voz que marcou o conjunto Brasil ’66. A estratégia combina nostalgia e descoberta, fórmula que tem elevado o ticket médio do mercado fonográfico.
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Crédito da imagem: Reprodução
