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domingo, março 29, 2026

Aos 93, Stênio Garcia processa filhas e expõe penúria

Aos 93, Stênio Garcia processa filhas e expõe penúria

RIO DE JANEIRO – No último sábado (28), o veterano Stênio Garcia, 93 anos, quebrou o silêncio sobre a ação judicial que move contra as filhas e admitiu enfrentar dificuldades financeiras tão severas que passou a depender da esposa, Marilene Saade, até para custear o plano de saúde.

  • Em resumo: ator alega que bens em nome das herdeiras ficaram inacessíveis e diz viver “contando moedas”.

Por que o ator recorreu à Justiça

Garcia confirmou que ingressou com uma ação para anular a doação de parte do seu patrimônio às filhas, Cássia e outra cujo nome não foi revelado no processo. Segundo ele, o repasse realizado anos atrás o deixou sem liquidez. As contas, medicamentos e despesas médicas – comuns para quem ultrapassa os 90 anos – teriam se tornado impagáveis sem o auxílio direto da esposa.

O ator ressalta que não pleiteia afastamento afetivo, mas “apenas o direito de sobreviver”. De acordo com os dados do IBGE, 31 % dos brasileiros com mais de 60 anos vivem somente com um salário mínimo, o que ilustra a vulnerabilidade dessa faixa etária.

“Se não fosse a Marilene, eu nem conseguia comprar remédio. Ela está arcando com tudo”, desabafou o artista.

Patrimônio bloqueado e impacto na rotina

Documentos anexados à petição indicam que imóveis e aplicações foram transferidos às herdeiras ainda na década passada. O problema, explica a defesa, é que o contrato impede Stênio de vender ou usar os bens como garantia, travando qualquer tentativa de gerar renda emergencial.

Especialistas em Direito de Família apontam que doações em vida costumam prever cláusulas de usufruto vitalício. Caso não existam, o doador pode ficar sem recursos – cenário que o ator diz enfrentar. A jurisprudência admite revisão quando há risco à subsistência do idoso, amparada pelo artigo 1.848 do Código Civil.

Além dos custos médicos, Stênio suspendeu projetos teatrais por fragilidade física. A renda hoje se resume a um benefício do INSS, considerado insuficiente para cobrir despesas básicas no Rio, onde o custo de vida é 23 % maior que a média nacional, segundo levantamento da FGV Social.

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Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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