- IA cearense com 99% de acerto leva estudante de 16 anos aos EUA
- Guimarães rejeita ministério de Lula e crava vaga ao Senado
- Depois de pressão de Cid, Laís Nunes crava permanência no PT
- Sob pressão de 2026, Cid crava Elmano único nome ao Abolição
- Poste derrubado e viatura danificada em perseguição no Montese
Robôs modulares ‘se duplicam’ após dano e seguem operando
Evanston, EUA – Pesquisadores da Universidade Northwestern revelaram uma geração de robôs modulares que continua se movendo – e até “se multiplica” – depois de perder partes do corpo, prometendo transformar operações de resgate, exploração espacial e trabalhos em ambientes extremos.
- Em resumo: blocos autônomos com motor e bateria formam máquinas que não “morrem” quando quebram; cada pedaço vira um novo robô funcional.
IA escolhe o corpo perfeito em bilhões de combinações
Para chegar aos formatos incomuns, a equipe recorreu a um algoritmo evolutivo que testa virtualmente trilhões de arranjos possíveis e preserva apenas os mais velozes e estáveis. O artigo completo está na Proceedings of the National Academy of Sciences, periódico de referência em ciências.
Com apenas cinco módulos, o software já enfrenta centenas de bilhões de configurações, algo impossível de avaliar manualmente. A inteligência artificial gira o “ciclo de seleção natural” em minutos, entregando modelos capazes de correr, saltar e levantar mesmo em cascalho, lama ou areia fofa.
“Se você cortar uma dessas máquinas ao meio, não ganha sucata: obtém dois robôs em funcionamento”, destacou o professor Sam Kriegman.
Do laboratório ao mundo real: impacto imediato
Resiliência é palavra-chave em missões de busca após terremotos, onde 48 h são decisivas para encontrar sobreviventes, segundo estatísticas da ONU. A capacidade de cada módulo operar de forma independente reduz o risco de falha total e pode ampliar drasticamente a área vasculhada.

Outro uso potencial é a exploração planetária: a NASA estima um custo superior a US$ 2,7 bilhões para colocar um único rover em Marte. Um sistema que se reconstrói no solo reduziria a dependência de reparos enviados da Terra e prolongaria as missões.
O que você acha? Robôs autossuficientes deveriam ganhar prioridade em políticas de inovação? Para mais avanços científicos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Universidade Northwestern via Reuters
