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domingo, março 29, 2026

Cura do câncer leva Paula Santoro a show catártico no Rio; público canta junto

Cura do câncer leva Paula Santoro a show catártico no Rio; público canta junto

Rio de Janeiro (RJ) – Em 28 de março de 2026, a mineira Paula Santoro voltou aos palcos do Acaso Cultural exibindo voz plena e saúde restaurada, apenas três meses após receber alta definitiva do câncer que a afastou dos holofotes em 2025.

  • Em resumo: Show “Tudo que você podia ser” virou ato de renascimento da artista, que entoou sucessos de Milton Nascimento e Lô Borges para um teatro lotado.

Mais que um concerto, uma celebração da vida

Acompanhada do pianista e arranjador gaúcho Rafael Vernet, Santoro abriu a noite com “Ponta de Areia” e logo transformou o auditório num coro coletivo, reforçando o clima de comunhão – marca do movimento mineiro estudado pelo MEC nas diretrizes de educação musical.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a taxa de sobrevida para tumores de mama, o tipo mais comum entre mulheres, supera 75% quando detectado cedo. Ao anunciar a cura no microfone, a artista ouviu aplausos que duraram mais que alguns solos de Vernet.

“Tenho muito o que viver”, repetiu Paula, citando o verso de “Travessia” que batizou o momento mais emotivo da apresentação.

O legado do Clube da Esquina revisitado

O roteiro concentrou-se em Milton Nascimento e no recém-falecido Lô Borges (1952–2025). Clássicos como “O Trem Azul” dividiram espaço com pérolas pouco tocadas, caso de “O Caçador”, inspirada na opressão da ditadura de 1972.

Para o público carioca, ouvir “Quem sabe isso quer dizer amor” numa interpretação que passeia pelos registros agudos da cantora foi um lembrete da sofisticação harmônica que marcou a geração do Clube da Esquina, responsável por 2,5 milhões de álbuns vendidos na década de 1970, segundo levantamento da ABPD.

Mesmo nos momentos de virtuosismo – como o alcance impressionante em “E daí?” – Santoro evitou exibicionismos, optando por nuances que valorizam a letra e convidam à participação da plateia.

O que você acha? O repertório de Milton e Lô ainda soa atual ou foi a emoção da noite que falou mais alto? Para mais conteúdos de cultura pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / g1

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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