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segunda-feira, março 30, 2026

Disputa pelo Galeão vale R$932 mi e muda futuro do Rio

Disputa pelo Galeão vale R$932 mi e muda futuro do Rio

São Paulo/SP – A B3 recebe, às 15h desta segunda-feira (30), o leilão de venda assistida que pode redesenhar o destino do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Quem vencer assume todos os contratos, dívidas e, principalmente, a tarefa de injetar ao menos R$ 932,8 milhões na infraestrutura carioca.

  • Em resumo: novo controlador ficará com 100% da concessão, sem Infraero, e terá de pagar 20% do faturamento anual à União até 2039.

Entenda a licitação relâmpago na B3

O edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prevê que a maior proposta financeira leva o ativo, hoje dividido entre Vinci Airports, Changi Airports (51%) e Infraero (49%). O formato “venda assistida” foi costurado com o Tribunal de Contas da União para atrair investidores após frustrações de faturamento na última década.

Entre as mudanças, caiu a obrigatoriedade de erguer a terceira pista — obra estimada em R$ 2 bi — e entrou a taxa variável de 20% do faturamento. Segundo dados do IBGE, o setor aéreo responde por 1,4% do PIB brasileiro, e o Galeão é peça-chave para a retomada do hub internacional do Sudeste.

O terminal recebeu 17,9 milhões de passageiros em 2025, avanço de 23,4% sobre o ano anterior, mas ainda longe da capacidade de 37 milhões.

Impacto direto para passageiros, economia e Santos Dumont

Com 340 voos domésticos e 110 internacionais diários, o Galeão perdeu relevância para o Santos Dumont (SDU) nos últimos anos. Agora, o contrato prevê um mecanismo de compensação: se o governo flexibilizar pousos no SDU, o novo operador poderá pedir ressarcimento. A medida tenta equilibrar a oferta entre os dois aeroportos e evitar fuga de rotas internacionais.

Para o Estado do Rio, a promessa de quase R$ 1 bi em investimentos significa geração de empregos em obras, aumento da arrecadação de ICMS sobre o querosene de aviação e potencial atração de companhias de carga, um segmento que cresceu 7,5% em 2025, impulsionado pelo e-commerce.

Especialistas lembram que, na última concessão federal, cada real aplicado em aeroportos gerou R$ 1,60 em atividade econômica local. Se a mesma proporção se mantiver, a injeção no Galeão poderia movimentar até R$ 1,5 bilhão extras na economia fluminense.

O que você acha? A cláusula de compensação envolvendo o Santos Dumont é justa ou pode encarecer as passagens? Para mais análises sobre infraestrutura e finanças públicas, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Rio Galeão

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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