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Galípolo alerta: petróleo 59% mais caro ameaça frear PIB
Brasília – Na manhã desta segunda-feira, 30 de março de 2026, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, soou um sinal de alerta: a disparada do petróleo, que acumula alta de 59% no mês, tende a colocar a inflação acima da meta e a derrubar o ritmo de crescimento brasileiro.
- Em resumo: choque de oferta eleva combustível, pressiona IPCA e pode esfriar o PIB, segundo o BC.
Por que este choque é diferente dos anteriores?
Galípolo destacou que a alta atual não vem de um “boom” de demanda, mas de interrupções na oferta causadas pela guerra no Oriente Médio. Historicamente, choques desse tipo costumam ser mais nocivos porque retiram produto do mercado mundial justamente quando as cadeias de suprimento ainda se recuperam da pandemia, explica o último Relatório de Inflação do Banco Central.
Pela manhã, o Brent tocou US$ 116,5, enquanto o WTI superou US$ 101. Esses patamares não eram vistos desde 1990, ano da crise do Golfo, e geram preocupações sobre novos repasses para gasolina e diesel.
“A leitura inicial é de inflação para cima e crescimento para baixo”, resumiu o presidente do BC.
Impacto local: vantagem e armadilha para o Brasil
O país é exportador líquido de petróleo, o que garante uma entrada extra de divisas. Porém, ainda importa boa parte dos derivados que abastecem postos e indústrias. Cada avanço de 1% no barril pode adicionar até 0,05 ponto ao IPCA em 12 meses, estimam técnicos da autarquia.
Além disso, mesmo após o corte de 0,25 ponto na Selic, o juro real brasileiro segue como o segundo maior do planeta. Esse diferencial, ressalta Galípolo, ajuda a segurar o câmbio, mas também já desacelera setores sensíveis a crédito, como construção e venda de veículos.

Para analistas, o cenário reforça a estratégia “transatlântica” do BC: reduzir juros devagar e observar. Na prática, isso significa cortes menores nas próximas reuniões, caso o petróleo permaneça acima de US$ 100.
O que você acha? O Banco Central deve pisar no freio dos cortes na Selic por causa do petróleo? Para acompanhar mais notícias de finanças e política monetária, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Reprodução / G1
