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terça-feira, março 31, 2026

Aena arremata Galeão por R$2,9 bi e ganha pista livre até 2039

Aena arremata Galeão por R$2,9 bi e ganha pista livre até 2039

São Paulo/SP – Em uma disputa relâmpago na B3, a espanhola Aena pagou R$ 2,9 bilhões pela concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, e assume toda a operação até 2039, livrando-se da obrigação de construir uma terceira pista e inaugurando um novo modelo contratual mais flexível.

  • Em resumo: Outorga teve ágio de 210,88% sobre o mínimo e retira Infraero do negócio.

Por que o leilão foi tão acirrado?

O certame reuniu Zurich Airport e RIOgaleão, mas foi a proposta agressiva da Aena que superou em mais de R$ 1,9 bilhão o valor mínimo estipulado pelo governo. O formato de “venda assistida” – previsto em acordo com o Tribunal de Contas da União – permitiu relicitar o contrato de 2013, agora com pagamento variável de 20% sobre o faturamento, mecanismo usado em outros ativos de infraestrutura, segundo dados do IBGE.

Sem a Infraero e livre da construção de nova pista, a operadora promete acelerar ampliações pontuais para receber voos de longo curso, de olho na retomada de turistas estrangeiros.

“Brasil é estratégico; agora administramos o segundo e o terceiro maiores aeroportos do país, atendendo a 62 milhões de passageiros ao ano”, disse Emilio Rotondo, diretor-geral da Aena Internacional.

O que muda para passageiros e mercado aéreo

Nos últimos 12 meses, o Galeão registrou 17,9 milhões de viajantes – ainda abaixo da capacidade de 37 milhões, mas 23,4% acima do ano anterior. A nova controladora aposta em trazer rotas hoje concentradas no Santos Dumont e em captar tráfego que migrou para Guarulhos durante a pandemia.

Especialistas lembram que, em 2023, concessões de aeroportos injetaram R$ 7,3 bilhões nos cofres públicos e elevaram a participação privada para 94% da movimentação de passageiros no país, segundo relatório do Ministério de Portos e Aeroportos. A entrada da Aena consolida a companhia como maior operadora do setor, somando 18 terminais brasileiros, entre eles Congonhas (SP) e Recife (PE).

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Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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