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PF caça quadrilha que forjou acidentes e drenou DPVAT no CE
Crateús/CE – Na última terça-feira (31/03), a Polícia Federal desencadeou a Operação Acidente Fantasma para desarticular um esquema que usava boletins e laudos falsos a fim de liberar, indevidamente, verbas do Seguro DPVAT.
- Em resumo: Mandados de busca miram procuradores e beneficiários suspeitos de criar sinistros fictícios.
Como a fraude funcionava
Segundo a investigação, o grupo apresentava uma sequência de boletins de ocorrência, laudos médicos e comprovantes de residência adulterados, simulando colisões que jamais aconteceram. A Caixa Econômica Federal, gestora do DPVAT, notou o padrão suspeito e notificou a PF, detonando a operação.
Fraudes desse tipo são comuns no mercado de seguros: só em 2023, golpes contra instituições financeiras movimentaram R$ 2,7 bilhões, indicam dados da Febraban.
“Os indícios apontam para estelionato qualificado com uso reiterado de documentos públicos e particulares falsos”, resumiu a PF em nota.
Prejuízo potencial e penas previstas
O DPVAT, criado pela Lei 6.194/1974 para amparar vítimas de trânsito, quitou cerca de 208 mil indenizações em todo o país apenas em 2022. Quando recursos são desviados, vítimas reais correm risco de ficar sem cobertura.

Os investigados podem responder por estelionato qualificado, falsificação de documentos, uso de documento falso e lavagem de dinheiro – crimes que, combinados, podem ultrapassar 20 anos de prisão. O material apreendido passará por perícia para rastrear a rota do dinheiro e identificar novos envolvidos.
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Crédito da imagem: Divulgação
