Sequência de Mario corta piadas e mira expansão galáctica; faz falta?
Nintendo e Illumination – Na estreia global da animação “Super Mario Galaxy: O Filme”, a dupla de estúdios troca a avalanche de piadas e referências de 2023 por um enredo mais linear, mas o resultado divide o público.
- Em resumo: Visual deslumbrante, roteiro coeso, porém menos divertido do que o blockbuster que faturou US$ 1,3 bilhão.
Por que a mudança de tom?
Ao contrário de “Super Mario Bros.”, campeão de bilheteria e hoje a adaptação de videogame mais lucrativa segundo dados oficiais da Nintendo, a nova produção parte do game de 2007 para construir um arco clássico de início, meio e fim.
Nessa viagem cósmica, Mario, Luigi e Peach enfrentam um vilão familiar enquanto apresentam rostos inéditos do catálogo da empresa japonesa. A ideia é pavimentar um “Marioverso” cinematográfico, estratégia comum desde o sucesso da Marvel.
“Seus filhos vão se encantar, mas quem procura algo além de cores vibrantes pode sentir falta de substância”, alerta a crítica original.
Bilheteria x expectativa dos fãs
Especialistas lembram que, historicamente, continuações perdem em média 40% da arrecadação de estreia caso não entreguem “efeito novidade”. O primeiro filme, por exemplo, superou clássicos como “Frozen” e ocupa hoje a 15ª posição no ranking de animações mais rentáveis da história.

Se a aposta na expansão de universo vingar, analistas preveem spin-offs centrados em Yoshi ou Donkey Kong, personagens rapidamente mostrados na nova trama. Caso contrário, a Nintendo pode rever a fórmula para equilibrar nostalgia e narrativa nos próximos lançamentos.
O que você acha? Vale sacrificar humor por um enredo maior ou a magia de Mario está nos easter eggs? Para mais análises sobre cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
