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UE pede home office imediato e corte de voos para evitar apagão energético
BRUXELAS, Bélgica – Em carta enviada recentemente aos 27 membros da União Europeia, o comissário de Energia Dan Jorgensen alertou que a guerra no Irã pode provocar uma longa escassez de petróleo e gás. Para segurar a demanda, ele recomenda ampliar o home office, restringir viagens aéreas e adiar manutenções em refinarias – medidas que, se ignoradas, podem deixar o bloco sem combustível no próximo inverno.
- Em resumo: UE quer menos aviões no ar e mais trabalhadores em casa para economizar até 11 milhões de barris de petróleo por dia.
Por que a Europa corre contra o relógio?
Segundo estimativa da Agência Internacional de Energia, o conflito já retirou 300 milhões m³ diários de GNL do mercado global. A UE, que importa 40% do querosene de aviação do Golfo Pérsico, vê o preço do gás subir 70% e o do petróleo 60% em apenas um mês.
Esse salto representa custo extra de €14 bilhões nas importações de combustíveis fósseis, valor suficiente para financiar três anos do programa Erasmus+, principal bolsa universitária europeia.
“Não devemos nos iludir: as consequências desta crise para os mercados de energia não serão de curta duração”, advertiu Jorgensen.
Medidas sugeridas e impacto no dia a dia
O plano de 10 pontos da AIE prioriza:
• Incentivo ao trabalho remoto e carona solidária;
• Limite de velocidade reduzido nas autoestradas;
• Troca do gás de cozinha por eletricidade;
• Redução drástica de viagens de avião.

Caso sejam aplicadas integralmente, as ações podem poupar até 2,7 milhões de barris diários de combustíveis de transporte, segundo cálculo do think tank Bruegel. Para comparação, isso equivale a todo o consumo diário da Espanha.
Especialistas lembram que a UE já viveu racionamentos nos choques do petróleo dos anos 1970. Porém, a dependência atual é ainda maior: 96% dos caminhões europeus rodam a diesel, e 54% das residências usam gás para aquecimento, conforme dados do Eurostat.
O que você acha? A adoção do home office deveria voltar a ser obrigatória para economizar energia? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
