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Condenado a 45 anos por duplo feminicídio é preso em Assaré
Assaré/CE – Policiais civis cumpriram, nesta quarta-feira, mandado de prisão contra Pedro Neco de Morais, 66, sentenciado a mais de 45 anos por assassinar a esposa e a cunhada a facadas. Na mesma operação, outro mandado por tentativa de homicídio foi executado em Milagres, a 120 km de distância, ampliando o raio de atuação da força de segurança no Cariri.
- Em resumo: Idoso condenado por matar duas mulheres é capturado; jovem de 31 anos, por esfaquear o pescoço de desafeto, também vai para a cadeia.
Entenda o que motivou os crimes
De acordo com a Delegacia de Assaré, o crime de duplo feminicídio ocorreu quando a esposa informou que pretendia levar para casa os dois filhos de um relacionamento anterior. A negativa de Pedro resultou em discussão e, logo depois, nos golpes fatais. A ordem de prisão partiu da Comarca de Salvador (BA), onde o processo foi julgado. Já em Milagres, Francisco Refeson Ferreira de Assis, 31, foi localizado no bairro Missionárias por tentativa de homicídio registrada em 4 de dezembro de 2021, no Sítio Picada.
Segundo o Atlas da Violência, facas respondem por cerca de 20% dos assassinatos no Brasil, evidenciando a letalidade das armas brancas em conflitos domésticos ou interpessoais.
“Pedro sacou uma faca e matou a mulher e a irmã dela que interveio no conflito.”
Feminicídio em números: o retrato no Ceará
O 17º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) registrou 1.437 feminicídios no país em 2022; desse total, 39 ocorreram no Ceará. A taxa estadual, de 1,6 vítima por 100 mil mulheres, mantém o tema no centro das políticas de proteção. Em casos como o de Assaré, a sentença superior a quatro décadas demonstra a tendência do Judiciário em aplicar penas máximas previstas na Lei 13.104/2015, que qualificou o feminicídio.

No interior, especialistas apontam que a dificuldade de acesso a abrigos e delegacias especializadas amplia o risco. Em Milagres, por exemplo, o atendimento a vítimas é concentrado na Delegacia Regional de Brejo Santo, a mais de 30 km, o que pode retardar denúncias e investigações.
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Crédito da imagem: Divulgação
