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quinta-feira, abril 2, 2026

Oscar 2027: Brasil tenta primeira façanha de 3 indicações seguidas

Oscar 2027: Brasil tenta primeira façanha de 3 indicações seguidas

Rio de Janeiro/RJ – A corrida rumo ao Oscar 2027 já esquenta nos bastidores e o cinema nacional, animado pelas vagas conquistadas em 2025 e 2026, sonha com um feito jamais alcançado: emplacar três indicações consecutivas a Melhor Filme Internacional.

  • Em resumo: Cannes, em maio, e Veneza, em setembro, serão decisivos para definir se o Brasil manterá a maré de boas notícias.

Por que Cannes virou o “termômetro” do Oscar

Entre 2024 e 2026, quatro dos cinco indicados na categoria internacional saíram do Festival de Cannes, hoje a vitrine mais confiável para medir o fôlego de um concorrente ao prêmio da Academia.

A exibição na Croisette não garante a estatueta, mas facilita dois pontos cruciais: premiação – que gera manchetes – e, principalmente, a assinatura de distribuidoras norte-americanas dispostas a bancar campanhas milionárias.

“O agente secreto” só chegou ao tapete vermelho do Dolby Theatre porque a Neon comprou seus direitos depois da ovação de 8 minutos em Cannes (2025).

Os títulos brasileiros que já chamam atenção

Entre os lançamentos de 2026, críticos apontam “Feito pipa”, de Allan Deberton, vencedor de dois prêmios na mostra Generation de Berlim, como o candidato mais adiantado. O drama infanto-juvenil protagonizado por Lázaro Ramos dialoga com temas familiares que costumam agradar aos votantes.

Correndo por fora, “Geni e o zepelim” reúne três nomes de peso: Anna Muylaert na direção, a música de Chico Buarque como base e Seu Jorge no elenco. O projeto ainda aguarda confirmação em Cannes, mas bastidores indicam interesse de agentes internacionais.

Também estão no radar “Escola sem muros” (Cao Hamburger), “Leila e a noite” (produção de Kleber Mendonça Filho), “Vicentina pede desculpas” (Gabriel Martins) e “No jardim do ogro”, com Alice Braga.

Tabu histórico e o fator “distribuição”

Desde que a categoria foi criada, o Brasil soma apenas cinco indicações e nenhuma vitória. Mais difícil ainda é o tri consecutivo: nos últimos dez anos, só a Alemanha conseguiu esse feito – entre 2023 e 2025 – segundo levantamento do Atlas da Violência cultural da Academia.

Sem uma distribuidora forte nos EUA, a chance de um candidato sul-americano despencou 70% na última década, de acordo com dados compilados pela revista “Variety”. Por isso, a decisão de Cannes e Veneza pesa também no bolso, não apenas no glamour.

O que você acha? Qual dos filmes nacionais tem cara de Oscar em 2027? Para mais análises de cultura pop, visite nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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