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quinta-feira, abril 2, 2026

Fuzil artesanal e ‘loló’ largados em fuga no Bom Jardim

Fuzil artesanal e ‘loló’ largados em fuga no Bom Jardim

FORTALEZA-CE – Uma operação relâmpago do Comando Tático Motorizado (COTAM) da Polícia Militar apreendeu, na última quarta-feira, 1º de abril, um fuzil artesanal calibre .40, 14 munições, um simulacro de pistola e diversos frascos de “loló” no bairro Bom Jardim. Os suspeitos escaparam após arremessar a sacola com o material dentro de uma residência.

  • Em resumo: arma de fabricação caseira, drogas e munição foram deixadas para trás; PM segue caçando os envolvidos.

Como a ação começou

Agentes do COTAM foram acionados depois que a Coordenadoria de Inteligência (COIN) recebeu denúncia sobre venda de drogas e armas na região. Quando as viaturas chegaram ao endereço apontado, vários homens correram – um deles lançou a sacola contendo o fuzil e o entorpecente por cima do muro.

No imóvel, os militares recolheram o armamento e apresentaram tudo no 32º Distrito Policial. Apesar da fuga, a PM afirma que já possui a identidade de ao menos um suspeito e mantém diligências em curso. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ceará registrou aumento de 18% na apreensão de fuzis artesanais em 2023, tendência que acende alerta para a facilidade de fabricação doméstica dessas armas letais.

“A arma encontrada é capaz de perfurar coletes balísticos e colocar em risco não só policiais, mas qualquer morador da área”, explicou um oficial que participou da ocorrência.

Armas artesanais: risco crescente nas periferias

O fuzil apreendido foi montado para disparar munição .40, mesma usada em pistolas de uso restrito. Especialistas apontam que o custo de produção de uma peça como essa não passa de R$ 2 mil, valor muito inferior aos R$ 15 mil de um fuzil industrializado no mercado clandestino.

No Ceará, a Lei 17.734/22 endurece a pena para quem porta arma de fabricação caseira, igualando a punição ao porte de uso restrito. Ainda assim, o Atlas da Violência mostra que 77% dos homicídios no estado envolvem armas de fogo, cenário que faz da repressão a esses protótipos um ponto crítico para a segurança pública.

O que você acha? Aumentar a pena é suficiente ou é preciso investir mais em inteligência para desmantelar oficinas clandestinas? Para mais matérias sobre segurança no Ceará, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / PMCE

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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