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Lula chama leilão de gás de “bandidagem” e ANP age rápido
Rio de Janeiro – Sob forte pressão política e social, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou, nesta quinta-feira (2/4), uma operação de fiscalização nos leilões de gás de cozinha promovidos pela Petrobras em 31 de março, alvo de críticas duras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Em resumo: agência quer descobrir se os lotes foram vendidos acima do preço de paridade de importação, o que pode ter inflado o valor do botijão.
Por que a ANP entrou em campo?
A inspeção teve início simultaneamente na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio, e na Gabriel Passos (Regap), em Minas. Técnicos pediram planilhas de custos, valores de lance e justificativas de preço. Caso os ágios sejam confirmados, a autarquia poderá aplicar multas que chegam a 5% do faturamento anual, conforme a Lei do Petróleo. Dados do Banco Central indicam que o GLP representa, em média, 1,1% do IPCA – qualquer variação rápida pressiona a inflação dos alimentos preparados em casa.
O movimento da agência apoia-se em medida provisória de 2025 que ampliou seus poderes para coibir elevações abusivas e recusa de fornecimento de combustíveis. A fiscalização, ressalta a ANP, ainda não implica culpa prévia.
“Foi feito um leilão, com cretinice e bandidagem que fizeram com o óleo diesel”, disse Lula à TV Record, prometendo anular o certame.
Impacto direto no bolso do consumidor
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o botijão de 13 kg consumiu, em 2025, cerca de 6% da renda das famílias de baixa renda. Cada real de aumento no GLP pode refletir em corte de gastos essenciais como alimentação e transporte. Por isso, organizações como o Programa Nacional de Segurança Energética alertam para risco de “volta à lenha” em regiões periféricas, fenômeno que contribui para problemas respiratórios.

A Petrobras, que abandonou formalmente a política de Preço de Paridade de Importação em 2023, alega que o leilão seguiu critérios de mercado. A estatal terá direito ao contraditório, mas, se houver indício de combinação de preços, o caso pode ir parar também no Cade.
O que você acha? A fiscalização dará conta de segurar o preço do botijão? Para acompanhar outras análises econômicas, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
