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Trump impõe tarifa de 25% sobre valor total e choca mercado
Washington, D.C. – Em proclamação publicada recentemente, o ex-presidente Donald Trump reformulou as tarifas norte-americanas sobre aço, alumínio e cobre, fixando alíquota de 25% sobre o valor integral de produtos que contenham mais de 15% desses metais, o que amplia drasticamente a base de cálculo para importadores.
- Em resumo: itens como fogões e máquinas de lavar, antes taxados apenas pelo peso do metal, agora pagarão 25% sobre o preço final.
Por que a conta pode ficar mais salgada
Até então, a tarifa de 50% incidia somente sobre a fração metálica. Com a mudança, mercadorias vêm para a categoria intermediária de 25%, mas passam a ter todo o seu valor tributado. Segundo o Banco Central dos EUA (Fed), cada ponto percentual nas tarifas amplia em até US$ 2,4 bilhões o custo anual de importação do país – um cálculo que agora deve ser revisto para cima.
Os 50% continuam válidos quando o produto é praticamente puro metal, enquanto itens com menos de 15% de conteúdo metálico retornam à taxa mínima de 10% criada por Trump no início do seu mandato.
“É mais simples, direto. Para muitos produtos, será mais baixo; para alguns, um pouco mais alto”, resumiu um alto funcionário à Reuters.
Impacto global e efeitos no Brasil
Dados da Organização Mundial do Comércio mostram que, só em 2025, os EUA importaram US$ 97 bilhões em bens que agora entram na nova regra. Com o real mais fraco, exportadores brasileiros de linhas brancas podem ganhar competitividade, mas também enfrentar revisão de contratos.

A mudança resgata a Seção 122 da legislação comercial norte-americana, após a Suprema Corte ter barrado parte das antigas sobretaxas aplicadas via Seção 232. Historicamente, tarifas desse tipo provocam ajustes nos preços globais dos metais: em 2018, por exemplo, o aço subiu 15% nos seis meses seguintes à primeira rodada de aumentos.
O que você acha? A nova estratégia tarifária vai aquecer ou esfriar o comércio internacional? Para mais análises, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
