Mísseis atingem Dubai e vendas de luxo despencam 50%
Dubai, Emirados Árabes Unidos – Um mês após os primeiros ataques iranianos contra alvos estratégicos, o paraíso das compras de alto padrão vê corredores vazios e lojistas em alerta máximo, diante da súbita fuga de turistas que sustentavam boa parte da economia local.
- Em resumo: Analistas projetam queda de até 50% no faturamento de grifes no Golfo, fruto do colapso do turismo.
Por que a crise bateu tão rápido?
Entre 6% e 8% da receita global das maisons de luxo vem do Oriente Médio. Sem os viajantes estrangeiros, o fluxo de consumo colapsa como em 2020, obrigando marcas a deslocar vendedores para prospecção online.
No Mall of the Emirates, vitrines de Chanel, Dior e Louboutin recebem poucos curiosos. No vizinho Dubai Mall, responsável por 110 milhões de visitas anuais, a incorporadora Emaar proibiu fechamento de lojas para não alimentar rumores de insegurança.
“Claro que há menos clientes, mas isso se nota sobretudo nos turistas; os locais continuam vindo”, confidenciou um vendedor sob condição de anonimato.
Risco à reputação de refúgio seguro
Dubai ergueu sua imagem sobre estabilidade política e infraestrutura de ponta – diferenciais que atraíram 20 milhões de visitantes em 2025, superando capitais europeias. Especialistas alertam que ataques esporádicos no Golfo podem minar, de forma duradoura, a confiança de companhias aéreas e investidores.

Historicamente, regiões de conflito demoram de 18 a 24 meses para recuperar os níveis de viagem, segundo levantamento da Organização Mundial do Turismo. Caso o impasse se prolongue, a participação do Oriente Médio no mercado mundial de artigos de luxo – hoje estimada em US$ 20 bilhões – pode encolher pela metade, reposicionando o eixo de consumo novamente para Ásia e América do Norte.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
