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Bloqueio naval eleva preço do seu almoço e da gasolina
Porto de Xangai, China – Um engarrafamento de cargueiros em corredores marítimos estratégicos, registrado recentemente, já pressiona o bolso dos brasileiros ao encarecer fretes, atrasar insumos e impulsionar a inflação doméstica.
- Em resumo: Cada dia de navio parado no exterior vira custo extra que encarece do pãozinho ao combustível nos postos.
Por que poucos navios parados viram um tsunami de preços?
Cerca de 95% de todo o volume do comércio exterior brasileiro viaja por rotas marítimas, segundo o IBGE. Qualquer gargalo nesses corredores eleva o frete internacional – e o Brasil, que importa diesel, fertilizantes e peças eletrônicas, paga a conta.
Estudo publicado pelo Banco Central aponta que um aumento de 15% nos custos de transporte global adiciona até 0,4 ponto percentual ao IPCA em 12 meses, espalhando-se pelos supermercados, oficinas e postos de gasolina.
“Quando o transporte marítimo trava, mercadorias atrasam, fretes ficam mais caros e cadeias de produção inteiras são afetadas.”
Efeito dominó: do agronegócio ao celular novo
Fertilizantes que alimentam a safra de soja saem, em grande parte, de portos do Oriente Médio e da Rússia. Se o navio atrasa, o produtor paga mais, e o preço final do óleo de soja sobe nas gôndolas. O mesmo acontece com a gasolina: o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome; frete caro eleva o valor na bomba.

Na indústria, a escassez de chips já foi responsável por paralisações temporárias de montadoras em 2025. Agora, com a fila de navios aumentando novamente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sinaliza risco de novos atrasos, o que pode pressionar preços de carros e eletrônicos ainda este ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP
