Duas tenistas de 16 anos lideram Brasil na Billie Jean King Cup
Ibagué, Colômbia – A seleção feminina de tênis inicia, nesta quarta-feira (8), a caminhada por uma das duas vagas nos playoffs mundiais da Billie Jean King Cup enfrentando o Chile às 13h. O torneio marca a ascensão de Nauhany “Naná” Silva e Victória Barros, ambas de apenas 16 anos, chamadas de última hora após as baixas de Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani.
- Em resumo: Brasil aposta em duas jogadoras juvenis top-10 do mundo para tentar voltar à elite da competição.
Por que a dupla teen virou a esperança imediata?
Naná (nº 9 do ranking juvenil) vive temporada de sonhos: quebrou um jejum de 35 anos de títulos brasileiros no Banana Bowl e acaba de receber convite para o WTA 1000 de Madri. Já Victória (nº 10) fez história no Aberto da Austrália 2025 ao avançar às oitavas na chave juvenil. Dados da Federação Internacional de Tênis mostram que, desde 1999, o Brasil não tinha duas juvenis tão bem posicionadas simultaneamente.
No Grupo A, além do Chile, o time ainda encara Argentina e Peru em confrontos de três partidas (duas simples + uma dupla). As duas melhores seleções de cada chave cruzam em jogo único valendo vaga nos playoffs mundiais.
“Sua primeira convocação para a Billie Jean King Cup. Com certeza irá contribuir muito para o nosso time nesse zonal em Ibagué”, afirmou o capitão Luiz Peniza ao comentar a estreia de Victória.
O que está em jogo além da vaga?
Ganhar o zonal americano pode recolocar o país na rota do Grupo Mundial, algo que não acontece desde 2020. Segundo o Atlas Estatístico da Confederação Brasileira de Tênis, 62% das atletas que brilham no torneio juvenil migram para o circuito profissional em até três anos, reforçando a importância da experiência internacional precoce.

Caso avance, o Brasil poderá enfrentar potências como Japão ou Itália nos playoffs, disputas que valem pontos extras no ranking da WTA e fundos de premiação superiores a US$ 100 mil para a federação nacional – recursos essenciais para desenvolvimento de base.
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