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Criação de paca: licença ambiental e gasto de R$ 400 mil chocam
Belo Horizonte/MG – A criação comercial de pacas vem ganhando espaço entre pecuaristas que buscam novas fontes de renda, mas o processo depende de autorização ambiental rigorosa e pode consumir até R$ 400 mil em infraestrutura, segundo reportagem veiculada em 8 de abril de 2026.
- Em resumo: sem projeto técnico aprovado pelo órgão ambiental, o produtor não pode comprar nem vender o animal.
Licença leva até um ano e exige microchip em cada animal
Como se trata de fauna silvestre, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) exige um projeto assinado por biólogo, zootecnista ou veterinário. Apenas após a autorização é permitido adquirir matrizes de criadouros já registrados; capturar pacas na natureza segue proibido pela Lei 9.605/1998.
Além do galpão, cada recinto precisa de 30 m², piscina para termorregulação e caixa-ninho com duas saídas. O controle do plantel é feito com microchip de 15 dígitos, dispositivo que facilita auditorias e rastreabilidade, prática reforçada por dados do Ministério da Agricultura sobre biossegurança em criações de animais exóticos.
Grandes projetos, com estrutura de engorda e matrizes, podem custar R$ 400 mil só na obra civil, indica o técnico responsável ouvido pela Globo Rural.
Mercado: carne valorizada e venda de reprodutores
Frigoríficos especializados chegam a pagar R$ 100 por quilo vivo, mas a escala mínima empurra o produtor a ter, no mínimo, 15 matrizes. Outra rota é a venda de reprodutores: um casal pode sair por até R$ 6 mil, valor superior ao de caprinos e suínos comuns.

De acordo com o IBGE, o consumo de carnes “alternativas” cresceu 12% de 2020 a 2023, impulsionado por restaurantes de gastronomia regional. Ainda assim, consultores alertam que o ciclo reprodutivo é lento: gestação de quatro meses e apenas um filhote por cria, fator que alonga o retorno do capital investido.
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Crédito da imagem: Divulgação / Globo Rural
