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Copa 2022 sem “Sabe de quem?”: a voz de Luis Roberto cala
RIO DE JANEIRO – A menos de dois meses do pontapé inicial no Catar, uma notícia pegou de surpresa quem se acostumou a vibrar com os gritos “sabe de quem?” do narrador Luis Roberto. O locutor não integrará a equipe principal da TV aberta na Copa deste ano, o que significa que vários de seus bordões mais famosos ficarão de fora dos jogos que costumam atingir picos de audiência no País.
- Em resumo: sem escala no estúdio central, bordões como “negros maravilhosos” não serão ouvidos na transmissão aberta da Copa.
Os bordões que viraram patrimônio da torcida
Desde a estreia em Mundiais, em 1998, Luis Roberto emplacou frases que se tornaram quase hinos de arquibancada. O “sabe de quem?” surgiu exatamente para criar suspense antes de anunciar o autor do gol e virou marca registrada. Houve ainda o “negros maravilhosos” – uma reverência aos atacantes africanos que brilharam em Copas passadas – e o empolgado “que bonito é o futebol”. Segundo a FIFA, narrações icônicas potencializam o engajamento da torcida e ajudam a explicar por que o Brasil aparece, recorrentemente, entre as cinco maiores audiências do planeta em Copas.
Mesmo fora da escala principal, o narrador seguirá contratado da Globo; contudo, a emissora optou por levar Galvão Bueno para sua última Copa e dar mais espaço a talentos que comandam transmissões em plataformas digitais.
“Gol na Copa do Mundo tem magia própria. Precisa de suspense, precisa de emoção”, disse Luis Roberto ao explicar a origem de seu clássico “sabe de quem?”.
Por que a TV trocará de voz na maior vitrine do futebol
Além da despedida de Galvão, a Globo aposta em uma grade de comentários digitais e em transmissões alternativas para atrair o público mais jovem. A emissora também ajusta contratos diante de uma queda de 23% na verba publicitária destinada a grandes eventos esportivos desde 2018, de acordo com levantamento do Kantar Ibope para o mercado de mídia.

Especialistas em branding esportivo afirmam que a ausência de bordões consagrados pode, no curto prazo, reduzir a identificação emocional do torcedor. Porém, a estratégia busca diversificar vozes e rejuvenescer a audiência, que migra rapidamente para streaming – cenário acelerado pela expansão de pacotes on-line de operadoras e pela facilidade do mobile.
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Crédito da imagem: Divulgação
