Traficante pega 15 anos por cetamina que matou Matthew Perry
Los Angeles, EUA – A Justiça norte-americana selou, nesta quarta-feira (8), o desfecho mais duro do caso Matthew Perry ao condenar a traficante Jasveen Sangha a 15 anos de prisão pelo fornecimento de cetamina que levou o ator à morte em 2023.
- Em resumo: Sangha admitiu ter repassado 51 frascos da droga ao intermediário que abasteceu o astro de “Friends”.
Quem são os condenados e como atuavam
Sangha, apelidada de “rainha da cetamina”, operava um centro clandestino de estocagem em North Hollywood. Segundo a acusação, o conteúdo vendido por ela chegou a Matthew Perry por meio do intermediário Erik Fleming e do assistente pessoal Kenneth Iwamasa.
Os médicos Salvador Plasencia e Mark Chavez também receberam penas – 2 anos e meio de reclusão e 8 meses de prisão domiciliar, respectivamente – por injetar ou repassar o anestésico controlado. Já Fleming e Iwamasa aguardam sentença para este mês.
“Perry morreu pelos efeitos agudos da cetamina, que o fizeram perder a consciência e se afogar”, concluiu o laudo oficial de 2023.
Por que a droga virou armadilha para o astro
Nos últimos anos, clínicas de reabilitação recorreram à cetamina em micro-doses para tratar depressão resistente. O ator, que celebrava aparente sobriedade, recorria ao protocolo quando buscou doses extraoficiais após ter o aumento de infusão negado.
Em 2025, mais de 112 mil norte-americanos morreram por overdose, segundo o CDC. No Brasil, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que as apreensões de cetamina triplicaram entre 2020 e 2023, evidenciando a internacionalização do tráfico de drogas sintéticas.

Especialistas lembram que, apesar de uso médico controlado, a substância provoca dissociação e, em doses altas, falha respiratória. O caso reacende o debate sobre brechas na prescrição e o mercado paralelo que abastece celebridades.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC





