Segredo chocante ameaça casamento em filme com Zendaya e Pattinson
LOS ANGELES – A estreia de “O Drama”, nesta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros, reacende discussões sobre até onde vai a confiança entre casais quando um passado explosivo vem à tona apenas três dias antes do “sim”. Estrelado por Zendaya e Robert Pattinson, o longa independente mistura humor ácido e tensão psicológica para investigar quão longe alguém pode suportar a própria culpa – ou a culpa alheia.
- Em resumo: uma revelação moralmente indefensável abala o casamento e expõe a neurose do noivo.
Por que a premissa intriga tanto
Dirigido pelo norueguês Kristoffer Borgli, o roteiro parte de uma pergunta universal: é possível seguir em frente quando surgem pecados graves do passado do parceiro? A resposta, segundo o cineasta, envolve dados da Agência Nacional do Cinema que apontam o interesse crescente por thrillers de relacionamento – o gênero dobrou de produção no Brasil em cinco anos.
O filme abre em tom quase novelesco, com diálogos rápidos e cenários de luxo, mas logo mergulha na cabeça do personagem de Pattinson, um inglês de meia-idade atormentado pelo medo de ser ridicularizado publicamente. A escolha deixa o espectador preso a câmeras claustrofóbicas e monólogos que dividem opiniões.
“Quando o segredo explode, o noivo desaba – e o público vira cúmplice da paranoia”, resume um crítico presente na sessão para convidados.
Oscilações de ritmo e o impacto na recepção
No segundo ato, o foco quase exclusivo nas crises internas do protagonista provoca cansaço, mas o terço final volta a empolgar ao devolver o holofote à noiva interpretada por Zendaya. Ao retomar o tom de farsa, Borgli permite que a plateia discuta culpa, perdão e exposição digital – temas caros a uma geração que cancela nas redes em segundos.

Para contextualizar, levantamento do Pew Research Center mostra que 44% dos usuários norte-americanos já deletaram postagens antigas por medo de julgamento futuro. O dado ajuda a entender por que “O Drama” encontra eco nas salas: o receio de que “prints” arruinem reputações é palpável.
O que você acha? Erros graves do passado devem ser revelados custe o que custar ou há espaço para recomeçar sem julgamentos? Para mais histórias do mundo pop, acesse nossa editoria especializada.
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