Choque no Golfo pode forçar FMI a liberar até US$ 50 bi
FMI – Em Washington, a diretora-gerente Kristalina Georgieva alertou que, após o início da guerra em 28 de fevereiro, a demanda por crédito de emergência da instituição pode saltar entre US$ 20 bi e US$ 50 bi nos próximos meses, inflamando o custo da energia e travando cadeias de suprimento.
- Em resumo: Conflito derrubou 13% do fluxo mundial de petróleo e acendeu corrida por ajuda financeira.
Por que a conta explodiu tão rápido?
O fechamento de terminais estratégicos, como o complexo Ras Laffan, que fornece 93% do GNL do Golfo, estancou 20% do comércio global de gás. Esse vácuo de oferta elevou preços e pressionou países dependentes de importação a buscar recursos no FMI para subsidiar combustíveis e estabilizar suas moedas, segundo dados compilados pelo Banco Central.
Hoje, o Fundo mantém cerca de US$ 116 bilhões em crédito já desembolsado. Um acréscimo de US$ 50 bi elevaria o montante em quase 43%, nivel semelhante ao observado na crise financeira de 2009.
“Não há retorno puro e simples ao status quo ante; mesmo no melhor cenário, o crescimento global será menor”, disse Georgieva.
Efeitos em cascata para a economia real
A interrupção de refinarias no Oriente Médio diminui a oferta de nafta, enxofre e hélio, insumos-chave para plástico e semicondutores. A cadeia automotiva, por exemplo, já projeta atrasos de três a cinco anos para normalizar estoques, reflexo semelhante ao pós-pandemia.

O FMI calcula que mais 45 milhões de pessoas podem enfrentar insegurança alimentar, elevando o total para 360 milhões. Países de baixa renda, sem colchão fiscal, são candidatos imediatos às linhas de crédito de acesso rápido.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS





