PF mira 55 revendas por salto no preço do gás de cozinha
Brasília/DF – Em fiscalização realizada recentemente, a Polícia Federal apertou o cerco contra distribuidoras e revendas de gás de cozinha em 15 estados, após indícios de aumentos abusivos que podem ter inflado o valor do botijão em todo o país.
- Em resumo: 55 estabelecimentos foram inspecionados por suspeita de cartel e sobrepreço no GLP.
Por que o preço disparou?
Equipes formadas por PF, Agência Nacional do Petróleo e Procons vistoriaram 24 cidades para mapear possíveis combinações de preço – prática considerada crime contra a ordem econômica, segundo a Lei 12.529/2011. Dados da ANP mostram que o valor médio do botijão subiu 9,8% no primeiro trimestre, superando a inflação geral do período.
Segundo especialistas, a escalada encarece a cesta básica: o gás representa, em média, 5% do orçamento das famílias de baixa renda, de acordo com o IBGE.
“As ações visam identificar práticas irregulares no aumento do preço do gás e na fixação de preços entre empresas concorrentes”, informou a força-tarefa.
O que acontece se houver crime comprovado?
Se forem confirmadas as suspeitas de cartel, os responsáveis podem responder por crimes contra a economia popular e contra as relações de consumo, com penas que chegam a cinco anos de prisão, além de multas que podem ultrapassar R$ 10 milhões por estabelecimento.

O consumidor lesado deve guardar notas fiscais e denunciar variações atípicas ao Procon local. No Ceará, por exemplo, denúncias podem ser registradas on-line, e o valor máximo recomendado do botijão hoje é de R$ 118, segundo levantamento estadual.
O que você acha? O preço que você paga pelo botijão reflete o mercado ou um eventual cartel? Para acompanhar mais análises sobre o impacto dos combustíveis no orçamento, acesse nossa editoria de Finanças.
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