Advogado que orientava sobre crimes de trânsito admite atropelo fatal
JUAZEIRO DO NORTE/CE – Pouco mais de três semanas após o acidente que tirou a vida do mototaxista e entregador Cícero Gomes Fonseca, 42, um advogado criminalista se apresentou à Polícia Civil local e confessou ter sido o motorista que o atingiu na noite de 14 de março.
- Em resumo: Criminalista assume atropelamento que amputou a perna da vítima e causou comoção entre entregadores.
Como o acidente aconteceu e por que só agora ele falou
Segundo o depoimento, o advogado trafegava pela Rua Ivani Feitosa e, ao converter para a Antonio Nunes de Alencar, colidiu com a moto pilotada por Cícero. O profissional de entregas, que trabalhava no momento do impacto, foi levado ao Hospital Regional do Cariri, teve a perna esquerda amputada e não resistiu, morrendo em 4 de abril.
A Polícia Civil já havia identificado o proprietário do carro após análise de câmeras de segurança, mas aguardava a apresentação espontânea do condutor. No Brasil, mortes por colisão entre carro e moto representam 34% dos óbitos no trânsito, de acordo com dados recentes do Atlas da Violência.
“Em dezembro de 2024, esse advogado concedeu entrevista à TV Verdes Mares Cariri explicando como agir em crimes de trânsito.”
Pressão popular e o clamor por justiça
O sepultamento de Cícero, realizado em 6 de abril, transformou-se em ato de protesto: dezenas de colegas mototaxistas e entregadores acompanharam o cortejo e bloquearam, simbolicamente, o cruzamento onde o acidente ocorreu. Eles exigem que o responsável responda por homicídio culposo com agravantes previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

A pena para quem provoca morte ao dirigir de forma imprudente pode chegar a 12 anos de reclusão, agravada se houver fuga do local ou omissão de socorro. No Ceará, a Secretaria da Segurança Pública registra média de 2,3 atropelamentos fatais por dia, mantendo o Estado entre os cinco com maiores índices do país.
O que você acha? A legislação atual é suficiente para punir quem mata no trânsito? Para mais análises sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação





