Luana Piovani manda recado aos fiéis: ‘evangélica macumbeira’
São Paulo (SP) – Em recente entrevista, a atriz Luana Piovani, 49 anos, classificou-se como “evangélica macumbeira” e disparou contra quem julga práticas religiosas diferentes, colocando fogo no debate sobre intolerância no Brasil.
- Em resumo: Piovani critica “falsos fiéis” e defende sincretismo ao afirmar ter “Jesus no coração e guia no congá”.
Entenda a fala que incendiou as redes
A artista explicou que cresceu em família católica, frequenta cultos evangélicos e não abre mão dos rituais de matriz africana. Para ela, o problema não é a fé, mas o julgamento alheio. O posicionamento veio num momento em que a IBGE aponta aumento de 61% dos evangélicos na última década, ao passo que denúncias de intolerância religiosa também crescem, segundo o Ministério dos Direitos Humanos.
Piovani diz sentir-se à vontade em diferentes templos e ter “relação direta com Deus” que independe de rótulos.
“Sou uma evangélica macumbeira, e quem não gosta, que ore por mim”, ironizou a atriz.
Por que a repercussão é tão forte?
O comentário toca em duas feridas nacionais: a expansão de igrejas neopentecostais e os ataques a religiões de matriz africana. Levantamento do Atlas da Violência revela que 1 em cada 4 casos de intolerância reportados envolve terreiros. Especialistas lembram que sincretismo é parte da formação cultural brasileira desde o século XVI.

Ao confrontar “fiéis que condenam ao inferno quem pensa diferente”, Piovani expõe a fronteira tênue entre liberdade de culto e discurso de ódio. Personalidades como Gilberto Gil e Gloria Pires já foram alvo de críticas semelhantes ao declararem práticas múltiplas.
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Crédito da imagem: Divulgação





