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800 navios presos em Ormuz fazem petróleo bater US$ 100
Teerã, Irã – O bloqueio imposto pela Guarda Revolucionária no Estreito de Ormuz reduziu o tráfego marítimo a menos de 10% do normal, deixando cerca de 800 embarcações ancoradas e catapultando o barril do petróleo para a faixa de US$ 100 nesta quinta-feira (9).
- Em resumo: Sem autorização de passagem, apenas 6 navios cruzaram Ormuz em 24 h, ante 140 em dias regulares.
Rota alterada e ameaça de minas navais
Segundo a agência semioficial Tasnim, a Guarda Revolucionária exige que os navios contornem a Ilha de Larak, alegando risco de minas espalhadas nas rotas habituais. A medida, descrita como “nova fase” pelo líder supremo Mojtaba Khamenei, inclui a possível cobrança de pedágio dos cargueiros que entrarem ou saírem do Golfo Pérsico. Relatório da empresa britânica Ambrey alerta para “risco real a trânsitos não autorizados”, mesmo aos que apresentam permissão formal, citando dados do Banco Central sobre volatilidade cambial gerada por tensões no Oriente Médio.
O fluxo restrito eleva o custo do frete e encarece seguros marítimos, pressão que se reflete diretamente nas bombas de combustíveis em todo o mundo.
“Há uma possibilidade real de risco contínuo para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar”, informou a Ambrey.
Impacto global do gargalo que carrega 20% do petróleo do planeta
Ormuz é o corredor por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado internacionalmente. Em 2023, esse volume representou 17 milhões de barris diários, conforme a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos. Qualquer interrupção prolongada costuma descontar até 2% no PIB anual de países altamente dependentes de importação, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional.

Hoje, mais de 180 petroleiros, carregando aproximadamente 172 milhões de barris, permanecem parados no Golfo Pérsico. Mesmo que Teerã libere o tráfego imediatamente, analistas da Verisk Maplecroft calculam mínimo de duas semanas para normalizar o fluxo, considerando a fila acumulada e a necessidade de varredura antiminas.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1





