- Após 15 anos de espera, Vila Social de R$ 1,7 mi muda Juazeiro
- Fuga sob mira da PM termina com jovem de 20 anos morto no CE
- Servidor fantasma de Choró pode perder direitos por 16 anos
- Conta vendida por R$50 vira farsa de sequestro em Fortaleza
- R$9,1 mi em cigarros ilegais: PRF descobre dois depósitos no CE
FGTS pode quitar dívidas e destravar R$17 bi; veja se você entra
Brasília/DF – O Ministério do Trabalho estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do FGTS para que trabalhadores quitem dívidas ainda em 2026, medida que deve ser enviada ao Congresso por Medida Provisória nos próximos dias.
- Em resumo: Projeto mira quem tem renda mais baixa e quem antecipou saque-aniversário, devolvendo valores retidos além da dívida.
Quem terá prioridade na liberação
A primeira frente reserva entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões exclusivamente a brasileiros de menor renda, excluindo salários na casa dos R$ 20 mil. Os detalhes de faixa salarial ainda não foram divulgados, mas a intenção é aliviar a pressão das dívidas de consumo que hoje consomem parte significativa da renda familiar, segundo dados do Banco Central.
Na prática, o valor será depositado diretamente na conta do FGTS e, em seguida, usado para quitar débitos renegociados com os bancos participantes.
“Em alguns casos, são retidos R$ 10 mil para garantir um débito de apenas R$ 6,4 mil”, reconheceu a pasta, sinalizando liberação do excedente bloqueado.
Saque-aniversário: devolução do bloqueio extra
A segunda medida mira cerca de 10 milhões de pessoas que anteciparam o saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. Nesses contratos, a Caixa retém parte do saldo como garantia; o governo agora quer devolver o que ficou além do necessário, totalizando R$ 7 bilhões.
Especialistas lembram que, com 77,7% das famílias endividadas em março, segundo a CNC, qualquer alívio no caixa pode reduzir a inadimplência estrutural e injetar recursos no mercado interno.

Por que isso importa para seu bolso
Se aprovado, o plano dialoga com outra proposta do Palácio do Planalto: unificar cartões, crédito pessoal e outros débitos em uma única negociação com desconto de até 80% no principal. O FGTS funcionaria como “lastro” para que os bancos ofereçam juros menores, prática semelhante ao modelo Desenrola aplicado a negativados.
Para especialistas em finanças pessoais, a combinação de garantia real com corte de juros pode tornar a renegociação três vezes mais barata do que o rotativo do cartão, hoje acima de 400% ao ano.
O que você acha? A liberação do FGTS para quitar dívidas é a saída ou apenas um alívio temporário? Para mais análises sobre consumo e crédito, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação





