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Parceria Brasil-EUA mira armamentos ilegais de facções
BRASÍLIA – Em nota divulgada na última sexta-feira (10/04/2026), o Ministério da Fazenda confirmou um acordo inédito entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection (CBP) para sufocar o fluxo de armas e drogas que abastece o crime organizado no Brasil. Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), o plano combina inteligência em tempo real, ações conjuntas em portos e treinamento cruzado de agentes.
- Em resumo: Receita Federal e CBP passarão a rastrear, em poucos minutos, cargas suspeitas antes mesmo de elas deixarem os EUA.
Como vai funcionar a força-tarefa binacional
Segundo a Fazenda, equipes mistas poderão acessar, via canal criptografado, imagens de escâneres, dados de manifesto de carga e históricos alfandegários. A filtragem utilizará algoritmos que cruzam rotas, remetentes e peso declarado – tecnologia já aplicada pelo CBP em operações que apreenderam mais de 105 toneladas de cocaína em 2025, de acordo com dados do Atlas da Violência 2023.
Agentes brasileiros também terão posto avançado em Miami e Houston, hubs logísticos de onde partem boa parte dos contêineres que chegam a Santos e Suape.
“A cooperação está inserida no diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump e integra uma agenda ampla contra o crime organizado transnacional”, informou o governo.
Por que o acordo é crítico para a segurança nacional
Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que facções investem até R$ 6 bilhões por ano em armamentos de uso restrito. Só em 2024, a Receita apreendeu 3,2 mil fuzis – um salto de 38% em relação a 2023. Especialistas apontam que cada arma interceptada impede, em média, quatro crimes letais.
Além do impacto direto sobre facções, o MIT deve reforçar investigações de lavagem de dinheiro. As remessas rastreadas serão compartilhadas com o Coaf, permitindo mapear offshores ligadas ao narcotráfico. Em paralelo, o Itamaraty negocia a extensão do modelo a Argentina e Colômbia, criando um corredor de fiscalização continental.
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Crédito da imagem: Divulgação





