Rio de Janeiro – Pela primeira vez, o Rock in Rio abrirá espaço para o brega nordestino: Priscila Senna, 35 anos, sobe ao Palco Favela em 12 de setembro, numa apresentação que também será transmitida pela Record e pela Band, consolidando sua ascensão no Sudeste.
- Em resumo: Artista tem 3,1 mi de ouvintes no Spotify e 30 shows juninos já fechados.
Por que a estreia é histórica
Em 40 anos de festival, nenhum representante do brega pernambucano havia tocado no Rock in Rio. O convite veio após o show de Priscila no Marco Zero, no Recife, quando produtores notaram a reação do público. De acordo com dados da Variety, festivais que diversificam gêneros ampliam o engajamento em até 25 % nas redes sociais, um efeito que o evento carioca tenta replicar.
Priscila prepara um set dividido entre sucessos recentes – como “Não me Faça Chorar” – e clássicos da época em que liderava a banda Musa do Calypso. O espetáculo terá balé, três figurinos que se transformam no palco e, claro, “muito brilho”.
“Quero muito brilho para que as pessoas lá do fundo me vejam. E espero conseguir fazer o show inteiro sem chorar”, confidenciou a cantora.
Impacto além do palco: mercado e representatividade
Com São Paulo liderando o consumo de suas faixas, a pernambucana vê na estreia carioca a chance de “expandir um movimento” que, segundo o Atlas da Violência, surge em áreas urbanas periféricas semelhantes às que formaram o funk e o rap. Especialistas em música apontam que, desde 2020, o streaming de brega cresceu 140 % fora do Nordeste, impulsionado por colaborações como as dela com Anitta e Liniker.

Olhos também se voltam para o pós-festival. Priscila negocia um álbum de estúdio produzido por Márcio Arantes, vencedor do Grammy Latino, e mantém conversas para novas parcerias com Joelma, Marina Sena e Thiago Pantaleão. Tudo isso enquanto encara a maratona de 30 apresentações no São João, onde mantém 80 % do repertório dedicado ao brega para afirmar a identidade cultural nordestina.
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Crédito da imagem: Divulgação / g1





