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sábado, abril 11, 2026

Casa Branca veta apostas sigilosas e mira mercado de US$ 44 bi

Washington, D.C. – Um e-mail disparado em 24 de março orientou todos os funcionários da Casa Branca a não usarem informações privilegiadas para lucrar em plataformas de mercado de previsões, como Kalshi e Polymarket, que movimentaram cerca de US$ 44 bilhões no ano passado.

  • Em resumo: Servidores arriscam sanções severas se forem pegos apostando com dados sigilosos.

Como funcionam os mercados de previsões

Nessas plataformas, o usuário compra “contratos de evento” que pagam sim ou não conforme o resultado futuro — de eleições a decisões do Banco Central. Por agirem como uma bolsa onde as cotações variam segundo oferta e demanda, elas escapam da classificação de jogo de azar nos EUA e caem sob a alçada da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), órgão homólogo à CVM brasileira.

Para comparar, o Banco Central do Brasil permite consultas públicas sobre regras que inibem o uso de informação assimétrica nos mercados locais, reforçando a pressão internacional contra práticas de insider trading.

“Qualquer insinuação sem provas de que funcionários do governo estejam envolvidos em tal atividade é jornalismo infundado e irresponsável”, disse Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca.

Risco regulatório e pressão política

O alerta acontece em meio a investigações no Congresso. O democrata Ritchie Torres pediu à CFTC análise de “apostas suspeitas” ligadas a conflitos militares, enquanto outro projeto de lei quer banir contratos vinculados a guerras, terrorismo ou assassinatos — categoria já vetada em derivativos financeiros pelos reguladores norte-americanos.

O debate ganhou fôlego depois de um apostador embolsar quase meio milhão de dólares ao prever a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, antes mesmo de anúncio oficial. Para críticos, a possibilidade de lucrar com informações sensíveis pode influenciar decisões de Estado e colocar vidas em risco.

No Brasil, plataformas de forecasting ainda operam nas margens. Bets que pagaram R$ 30 milhões de outorga pressionam o Ministério da Fazenda a barrar concorrentes sem sede no país. A Kalshi, fundada pela brasileira Luana Lopes Lara, estuda abrir escritório nacional para se adequar às futuras exigências.

O que você acha? Mercados de previsões devem ser tratados como bolsa ou como jogo de azar? Para mais análises sobre o universo financeiro, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Pexels

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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