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Sorocaba/SP – Em visita ao novo prédio do Instituto Federal de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o próximo plano federal de renegociação de débitos também alcançará estudantes com pendências no Fies, prometendo remover um dos maiores entraves ao acesso universitário no país.
- Em resumo: Governo quer destinar até R$17 bi do FGTS para quitar dívidas e incluir inadimplentes do Fies no pacote.
Como o FGTS vai bancar o alívio financeiro
O Ministério do Trabalho estuda liberar entre R$9 bi e R$10 bi para famílias de baixa renda e mais R$7 bi para trabalhadores que tiveram o saldo do FGTS travado pelo saque-aniversário. Segundo dados do Banco Central, o endividamento das famílias bateu 48,8% da renda em 2023, o maior patamar da série histórica.
Ao levar os contratos do Fies para a mesa de negociação, o Governo pretende frear a escalada da inadimplência estudantil—que já supera 1,1 milhão de contratos, de acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
“Não pode tirar o jovem do seu sonho universitário porque está devendo”, disse Lula durante o evento.
Por que a medida interessa a estudantes e ao mercado
Especialistas destacam que cada R$1 investido em ensino superior retorna R$2,30 em produtividade ao longo da carreira, segundo levantamento da OCDE. Ao abrir espaço fiscal nos orçamentos familiares, o pacote pode reaquecer consumo, reduzir a inadimplência bancária e injetar mão de obra qualificada na economia.

Se aprovado nos próximos dias, o plano deve permitir descontos progressivos, prazos estendidos e uso integral do FGTS retido para quitar o saldo devedor—modelo semelhante ao que zerou R$12 bi em dívidas rurais em 2022.
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Crédito da imagem: Divulgação / PR





